Política

Brasil envia ajuda a Cuba e prepara nova remessa com alimentos e medicamentos

Governo Lula amplia cooperação após pedido da ilha, que enfrenta crise de abastecimento e energia

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Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores | Reprodução
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O governo brasileiro enviou a primeira remessa de ajuda humanitária a Cuba. Após semanas de estudos sobre a viabilidade do auxílio, uma carga de duas toneladas de medicamentos contra tuberculose chegou ao território cubano entre 28 de fevereiro e 1º de março.

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A operação foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. A carga foi transportada em uma aeronave comercial.

Agora, o Brasil prepara a segunda remessa de doações, ainda sem data para acontecer.

Segundo fontes do governo brasileiro, devem ser enviados ao menos 80 toneladas de medicamentos antifúngicos e de combate a arboviroses, 20 mil toneladas de arroz com casca, 500 toneladas de leite em pó, 200 toneladas de arroz polido e 150 toneladas de feijão preto.

Neste caso, o envio ainda depende de tratativas logísticas junto às autoridades de Cuba. A nova remessa pode, inclusive, ser fracionada se houver necessidade.

A ação humanitária em favor de Cuba conta com a participação de ministérios como os da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Saúde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também integra o grupo.

O envio desse auxílio ocorre após um pedido formal do governo cubano por ajuda, especialmente para o fornecimento de alimentos. A solicitação mobilizou diferentes áreas do governo federal, que passaram a discutir a viabilidade do envio e a definição dos itens prioritários.

No Palácio do Planalto, a iniciativa é tratada como parte da estratégia brasileira de cooperação internacional e combate à fome.

A ampliação do auxílio ocorre em meio ao agravamento da crise em Cuba, marcada por escassez de alimentos, falta de combustíveis e sucessivos apagões. Nas últimas semanas, o país enfrentou colapsos no sistema elétrico que deixaram milhões de pessoas sem energia.

Apesar dos esforços para restabelecer a rede, o fornecimento segue instável em várias regiões, o que evidencia a deterioração das condições de infraestrutura e abastecimento na ilha.

O envio desse alimentos e remédios era defendido pessoalmente pelo presidente Lula (PT) desde o início do ano e encontra respaldo na pressão de setores de esquerda e nos relatos que chegam à embaixada do Brasil em Havana.

Ainda assim, ações humanitárias semelhantes são corriqueiramente coordenadas pela ABC. No início de março, o Brasil doou medicamentos à Bolívia para o tratamento de leishmaniose, doença de Chagas e tuberculose.

No mês anterior, enviou 10 mil testes rápidos para o diagnóstico da leishmaniose canina ao Uruguai. A cerimônia de entrega da doação foi realizada no Ministério da Saúde Pública uruguaio, em 18 de fevereiro.

Em janeiro, o Brasil doou às Bahamas dez purificadores de água portáteis e um kit de insumos de saúde básica. O envio, de acordo com o Ministério da Relações Exteriores, materializou o apoio aos esforços de recuperação do país após a passagem do furacão Melissa, em outubro de 2025.

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