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Presidente de Cuba reage a protestos por apagões e condena vandalismo

Miguel Díaz-Canel afirmou que as reclamações da população são “legítimas”, mas criticou o ataque a um prédio do Partido Comunista

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Reuters
15/03/2026, 12:17 • Atualizado em 15/03/2026, 12:17
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Miguel Díaz-Canel

Miguel Díaz-Canel

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que não haverá tolerância para atos de vandalismo e violência após mais um episódio de protestos registrados no país neste sábado (14), motivados pelos frequentes cortes de energia.

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Em uma publicação no X, Díaz-Canel disse que entendia o sofrimento causado pelos apagões à população cubana e considerou as reclamações "legítimas", desde que sejam feitas com civilidade e respeito pela ordem pública.

"O desconforto causado pelos prolongados apagões em nossa população é compreensível, como consequência do bloqueio energético imposto pelos EUA, que se intensificou cruelmente nos últimos meses.

E as queixas e reclamações são legítimas, desde que sejam feitas com civilidade e respeito pela ordem pública.

O que jamais será compreensível, justificado ou aceitável é a violência e o vandalismo que ameaçam a tranquilidade pública e a segurança de nossas instituições.

Não haverá impunidade para o vandalismo e a violência."

A declaração surgiu após manifestantes atacarem um escritório do Partido Comunista de Cuba na região central do país na madrugada deste sábado (14). O episódio ocorreu em meio à insatisfação com os apagões, agravados por restrições no fornecimento de petróleo dos Estados Unidos.

Vídeos nas redes sociais mostraram um grande incêndio e pessoas atirando pedras nas janelas de um prédio enquanto vozes gritavam "liberdade" ao fundo.

Ao longo da última semana, pequenos grupos de moradores de Havana têm batido panelas em protesto contra os prolongados apagões.

Protestos públicos, especialmente os violentos, são extremamente raros em Cuba. A Constituição de 2019 garante aos cidadãos o direito de manifestação, mas uma lei que detalha esse direito está parada no Legislativo, deixando quem vai às ruas em um limbo jurídico.

Bloqueio dos EUA

Os Estados Unidos (EUA) apertaram o cerca contra Cuba desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro -- o mais importante benfeitor estrangeiro de Cuba -- em janeiro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, cortou as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para Cuba, aumentando a pressão sobre uma economia que já está lutando contra a escassez de alimentos, combustível, eletricidade e medicamentos.

Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações, dizendo que Cuba está à beira do colapso ou ansiosa para fazer um acordo com os EUA. O governo de Cuba disse na sexta-feira que havia iniciado conversações com Washington para tentar neutralizar a crise.

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