Caixa tem R$ 1 trilhão em crédito imobiliário; MCMV cresce
Banco é responsável por 68% das operações de financiamento habitacional do Brasil; da cifra, 58% são referentes a contratos do programa Minha Casa, Minha Vida
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Artur Maldaner
01/07/2026, 18:34 • Atualizado em 01/07/2026, 19:14
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Evento comemorativo à cifra de R$ 1 trilhão em habitação | Divulgação/Caixa
A Caixa Econômica Federal, responsável por 68% das operações de financiamento habitacional do Brasil, atingiu R$ 1 trilhão em sua carteira de crédito imobiliário. Cerca de 58% desse valor é referente a contratos aprovados por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), conforme informado nesta quarta (1º), em evento de celebração do marco.
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O trilhão é acompanhado de um contexto de expansão consistente no crédito. No primeiro trimestre de 2026, foram captados R$ 64,2 bilhões, um valor 30,6% maior do que o do mesmo período de 2025. Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 14%.
Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, o resultado positivo está ligado à possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como fonte de recursos estratégica, possibilitando financiamentos que ficam abaixo da taxa Selic, além do crescimento da massa salarial.
"A junção desses elementos dá uma química positiva, que permite que o Brasil produza, por dia, só pela Caixa Econômica, 3.000 financiamentos habitacionais, de forma consistente e com baixa inadimplência", explicou.
No evento, Vieira elogiou o governo Lula (PT) pela sua sensibilidade nas questões sociais e de moradia, com a retomada do Ministério das Cidades em 2023, e colocou o Minha Casa, Minha Vida como um dos programas de acesso à moradia mais bem estruturados do mundo.
"Quando se fala de habitação, se fala da ampliação da educação, comércio, transporte e saúde. A moradia é a maior expressão das políticas públicas transversais", defendeu Vieira.
Na visão da vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, o valor de R$ 1 trilhão é uma marca simbólica para o banco, e contrasta com a conotação usual como patrimônio de uma única pessoa.
"Chegamos a esse patamar por um caminho público e coletivo, profundamente comprometido com o desenvolvimento do país. Nosso trilhão está distribuído nos contratos habitacionais, nos financiamentos a empresas e em cidades de todos os tamanhos do Brasil", comenta.
Segundo o ministro de cidades, Vladimir Lima, o MCMV está em um momento histórico de expansão. Desde a volta do programa, em 2023, foram firmados 2,5 milhões de contratos. O Brasil também alcançou o menor patamar de déficit habitacional relativo desde o início da série histórica (1994), chegando a 7,4%, disse o ministro.
Também destacou que o programa possui alta taxa de aprovação, cerca de 90%, e oferece um de entrada de R$ 55.000 para famílias que não conseguem financiar sua casa e sofriam com o ônus excessivo de aluguel.
"A cifra [R$ 1 trilhão] representa famílias impactadas com segurança e a realização do sonho da casa própria, tirando muitas de um aluguel caro e de más condições de moradia", disse o ministro.
Caixa tem R$ 1 trilhão em crédito imobiliário; MCMV cresceBanco é responsável por 68% das operações de financiamento habitacional do Brasil; da cifra, 58% são referentes a contratos do programa Minha Casa, Minha VidaEconomia2026-07-01T18:34:33.721ZA Caixa Econômica Federal, responsável por 68% das operações de financiamento habitacional do Brasil, atingiu R$ 1 trilhão em sua carteira de crédito imobiliário. Cerca de 58% desse valor é referente a contratos aprovados por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), conforme informado nesta quarta (1º), em evento de celebração do marco. O trilhão é acompanhado de um contexto de expansão consistente no crédito. No primeiro trimestre de 2026, foram captados R$ 64,2 bilhões, um valor 30,6% maior do que o do mesmo período de 2025. Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 14%. Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, o resultado positivo está ligado à possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como fonte de recursos estratégica, possibilitando financiamentos que ficam abaixo da taxa Selic, além do crescimento da massa salarial. "A junção desses elementos dá uma química positiva, que permite que o Brasil produza, por dia, só pela Caixa Econômica, 3.000 financiamentos habitacionais, de forma consistente e com baixa inadimplência", explicou. No evento, Vieira elogiou o governo Lula (PT) pela sua sensibilidade nas questões sociais e de moradia, com a retomada do Ministério das Cidades em 2023, e colocou o Minha Casa, Minha Vida como um dos programas de acesso à moradia mais bem estruturados do mundo. "Quando se fala de habitação, se fala da ampliação da educação, comércio, transporte e saúde. A moradia é a maior expressão das políticas públicas transversais", defendeu Vieira. Na visão da vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, o valor de R$ 1 trilhão é uma marca simbólica para o banco, e contrasta com a conotação usual como patrimônio de uma única pessoa. "Chegamos a esse patamar por um caminho público e coletivo, profundamente comprometido com o desenvolvimento do país. Nosso trilhão está distribuído nos contratos habitacionais, nos financiamentos a empresas e em cidades de todos os tamanhos do Brasil", comenta. Minha Casa, Minha Vida Segundo o ministro de cidades, Vladimir Lima, o MCMV está em um momento histórico de expansão. Desde a volta do programa, em 2023, foram firmados 2,5 milhões de contratos. O Brasil também alcançou o menor patamar de déficit habitacional relativo desde o início da série histórica (1994), chegando a 7,4%, disse o ministro. Também destacou que o programa possui alta taxa de aprovação, cerca de 90%, e oferece um de entrada de R$ 55.000 para famílias que não conseguem financiar sua casa e sofriam com o ônus excessivo de aluguel. "A cifra [R$ 1 trilhão] representa famílias impactadas com segurança e a realização do sonho da casa própria, tirando muitas de um aluguel caro e de más condições de moradia", disse o ministro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/caixa-tem-r-1-trilhao-em-credito-imobiliario-mcmv-cresce