Política

Zambelli: advogado diz que Brasil usa manobra por extradição

Corte anulou a decisão de extradição da ex-deputada e determinou que caso seja julgado novamente em Roma

Avatar de Eduardo Gayer
Avatar de Basília Rodrigues
Avatar de Iander Porcella
M
Eduardo Gayer, Basília Rodrigues , Iander Porcella, Murillo Otavio
A ex deputada Carla Zambelli | Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A ex deputada Carla Zambelli | Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Em entrevista ao SBT News, o advogado de Carla Zambelli, Fabio Pagnozzi, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a Justiça brasileira tenta uma "manobra" para efetivar a extradição e fazer com que Zambelli cumpra pena no Brasil. A declaração ocorreu após a Suprema Corte italiana anular o pedido de extradição da ex-deputada.

"Esse é o nosso argumento. Estão levando a Carla para um processo de semiaberto, só que, quando ela pousar no Brasil, vai ser presa pelo processo cuja extradição vocês [justiça italiana] já negaram. Isso vai pesar na hora de a Corte entender que, na verdade, essa é uma manobra para que ela seja presa aqui [no Brasil] no processo maior, que seria esse processo em regime fechado", afirmou.

Condenada pelo STF por invadir o sistema do CNJ, Zambelli viajou para o exterior e não foi detida pelas autoridades brasileiras. Com o nome incluído na Interpol em razão da condenação, ela foi presa na Itália. Com isso, a Justiça brasileira apresentou dois pedidos de extradição.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

O segundo pedido de extradição é baseado no caso em que Zambelli perseguiu, com uma arma na mão, um homem no bairro dos Jardins, em São Paulo. Nesse caso, a pena é cumprida em regime semiaberto.

Para Fabio Pagnozzi, a manobra ocorreria caso a Justiça italiana aceitasse o pedido de extradição referente ao crime de perseguição. No entanto, quando chegasse ao Brasil, ela seria presa em regime fechado para cumprir a pena pela invasão ao sistema do CNJ. A Procuradoria concordou.

Ao recusar a extradição desta vez, a Justiça italiana determinou que o caso fosse reavaliado. Não há prazo para um novo julgamento.

Últimas notícias