Marrocos prende 111 pessoas que tentavam chegar a Ceuta
Governos marroquino e espanhol reforçam segurança na fronteira após entrada de 72 mil migrantes de forma irregular no final de julho
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André de Sena, com informações da Reuters
Migrantes tentam atravessar a fronteira entre Marrocos e Ceuta, território espanhol no norte da África | Reprodução/Reuters
A polícia do Marrocos prendeu neste sábado (15) pelo menos 111 pessoas que tentavam atravessar a fronteira de Ceuta, território espanhol no norte da África. Os governos dos dois países têm intensificado os esforços para aumentar a segurança na região.
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Uma fonte do Ministério do Interior do Marrocos disse à agência de notícias Reuters que, entre os 111 detidos, havia 109 migrantes da África subsaariana e dois cidadãos marroquinos. As prisões ocorreram na cidade marroquina de Fnideq, que fica a poucos quilômetros de Ceuta.
Segundo a agência de notícias espanhola EFE, além de efetuar as detenções, a polícia marroquina usou gás lacrimogênio para dispersar migrantes que tentavam fazer a travessia. O Ministério do Interior do Marrocos ordenou que seus jornalistas deixassem Fnideq imediatamente, sem dar explicações.
A tentativa de travessia deste sábado foi convocada pelas redes sociais. No início da semana, o governo de Rabat afirmou que estava monitorando postagens e mensagens "de origem desconhecida" incitando usuários a atravessar a fronteira e alertou que processaria os organizadores e participantes.
Uma testemunha contou à Reuters que viu segurança reforçada perto da fronteira, inclusive viaturas policiais e postos de controle nas estradas. De acordo com a mídia local, o governo marroquino tomou medidas semelhantes em Melilha, outro enclave espanhol, que também fica localizado no norte da África, fazendo fronteira com Marrocos.
Além disso, as autoridades impediram que diversos grupos embarcassem em trens e ônibus que iam se dirigir rumo a cidades como Casablanca, Fez e Kenitra, que ficam na região norte do país. Apesar disso, testemunhas disseram à Reuters que migrantes da África subsaariana estavam contornando os postos de controle e utilizando rotas alternativas pelas montanhas.
Crise migratória
As prisões efetuadas pelas autoridades marroquinas ocorrem pouco mais de duas semanas após uma crise migratória na qual 72 mil migrantes entraram em Ceuta pela fronteira com o Marrocos. Na ocasião, pelo menos 96 pessoas morreram. A maior parte dos que completaram a travessia já foi enviada para fora do território espanhol. No entanto, segundo o Ministério do Interior da Espanha, cerca de 5 mil ainda permanecem no território.
O episódio levou Madri a instalar uma barreira marítima e enviar 500 policiais da Espanha continental para Ceuta com o objetivo de reforçar a segurança no exclave. Com a chegada deles, o número total de agentes no território chegou a 1600.
"Continuaremos a mobilizar todo o pessoal necessário para restabelecer a normalidade o mais rápido possível e evitar que eventos como os de 30 de julho se repitam", disse o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, na quinta-feira (13).
Marrocos prende 111 pessoas que tentavam chegar a CeutaGovernos marroquino e espanhol reforçam segurança na fronteira após entrada de 72 mil migrantes de forma irregular no final de julhoMundo2026-08-15T21:27:02.948ZA neste sábado (15) pelo menos 111 pessoas que tentavam atravessar a fronteira de Ceuta, território espanhol no norte da África. Os governos dos dois países têm intensificado os esforços para aumentar a segurança na região. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. Uma fonte do Ministério do Interior do Marrocos disse à agência de notícias Reuters que, entre os 111 detidos, havia 109 migrantes da África subsaariana e dois cidadãos marroquinos. As prisões ocorreram na cidade marroquina de Fnideq, que fica a poucos quilômetros de Ceuta. Segundo a agência de notícias espanhola EFE, além de efetuar as detenções, a polícia marroquina usou gás lacrimogênio para dispersar migrantes que tentavam fazer a travessia. O Ministério do Interior do Marrocos ordenou que seus jornalistas deixassem Fnideq imediatamente, sem dar explicações. A tentativa de travessia deste sábado foi convocada pelas redes sociais. No início da semana, o governo de Rabat afirmou que estava monitorando postagens e mensagens "de origem desconhecida" incitando usuários a atravessar a fronteira e alertou que processaria os organizadores e participantes. Uma testemunha contou à Reuters que viu segurança reforçada perto da fronteira, inclusive viaturas policiais e postos de controle nas estradas. De acordo com a mídia local, o governo marroquino tomou medidas semelhantes em Melilha, outro enclave espanhol, que também fica localizado no norte da África, fazendo fronteira com Marrocos. Além disso, as autoridades impediram que diversos grupos embarcassem em trens e ônibus que iam se dirigir rumo a cidades como Casablanca, Fez e Kenitra, que ficam na região norte do país. Apesar disso, testemunhas disseram à Reuters que migrantes da África subsaariana estavam contornando os postos de controle e utilizando rotas alternativas pelas montanhas. Crise migratória As prisões efetuadas pelas autoridades marroquinas ocorrem pouco mais de duas semanas após uma pela fronteira com o Marrocos. Na ocasião, pelo menos 96 pessoas morreram. A maior parte dos que completaram a travessia já foi enviada para fora do território espanhol. No entanto, segundo o Ministério do Interior da Espanha, cerca de 5 mil ainda permanecem no território. O episódio levou Madri a instalar uma barreira marítima e enviar 500 policiais da Espanha continental para Ceuta com o objetivo de reforçar a segurança no exclave. Com a chegada deles, o número total de agentes no território chegou a 1600. "Continuaremos a mobilizar todo o pessoal necessário para restabelecer a normalidade o mais rápido possível e evitar que eventos como os de 30 de julho se repitam", disse o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, na quinta-feira (13).São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/marrocos-prende-111-pessoas-que-tentavam-chegar-a-ceuta
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