Menores que entraram em Ceuta podem ficar na Espanha
Governo espanhol analisa situação de aproximadamente 1.100 crianças e adolescentes que chegaram ao enclave; número de mortes na travessia já chega a 100
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André de Sena, com informações da Reuters
Um menor migrante do Marrocos é escoltado por agentes de segurança espanhóis após tentar entrar em Ceuta pelo mar | REUTERS/Violeta Santos Moura
Uma semana após a crise migratória na cidade autônoma de Ceuta, o governo do enclave espanhol no norte da África tenta resolver a situação de aproximadamente 1.100 menores de idade que entraram ilegalmente no território. Caso os familiares dos jovens em seus países de origem não sejam encontrados, eles devem ser encaminhados à Espanha.
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Os centros de acolhimento de Ceuta estão lotados. Por isso, muitos deles têm como única opção dormir em acomodações improvisadas, como armazéns, ou na rua. Organizações de caridade e grupos de moradores locais tentam auxiliar as crianças e mulheres grávidas que estão desabrigadas. Hamza Sitouni Moreno, de 40 anos, disse que tentou encaminhar um grupo às autoridades, mas sua tentativa foi negada. Essa situação o levou a cuidar dos meninos e meninas por conta própria, fornecendo abrigo, cobertores e comida.
Pela lei espanhola, territórios em situação de emergência, que é o caso de Ceuta, precisam ser ajudados pelas outras regiões do país. Mas quatro das 17 comunidades autônomas que formam a Espanha já deixaram claro que vão contestar qualquer ordem desse tipo: Aragão; Castela e Leão; Estremadura; Andaluzia. Elas são governadas por coalizões entre o Partido Popular, que é conservador, e o Vox, de extrema direita.
A presidente da comunidade de Madri, que é governada somente pelo Partido Popular, sem participação do Vox, também se manifestou a favor de enviar os jovens migrantes de volta para seus países de origem. "Não consigo ver a Espanha abandonando seus filhos à própria sorte em outro país", publicou no X. "É desumano, cada país deve assumir a responsabilidade por seus próprios filhos e cidadãos."
Ajuda humanitária
O governo espanhol, comandado pelo primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, aprovou um financiamento de 25 milhões de euros para Ceuta, com o objetivo de apoiar os menores não acompanhados. Um advogado que representa organizações humanitárias no território disse, sob condição de anonimato, que as autoridades do enclave estão focadas em primeiro cadastrar os jovens com menos de 15 anos de idade.
O prefeito-presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, afirmou que cerca de 100 pessoas morreram tentando atravessar a fronteira do Marrocos com a cidade autônoma. A declaração foi dada durante uma reunião do Parlamento Europeu. Ele acrescentou que 3 mil a 5 mil imigrantes ainda estão no enclave.
Menores que entraram em Ceuta podem ficar na EspanhaGoverno espanhol analisa situação de aproximadamente 1.100 crianças e adolescentes que chegaram ao enclave; número de mortes na travessia já chega a 100Mundo2026-08-06T18:08:42.665ZUma semana após a crise migratória na cidade autônoma de Ceuta, o governo do enclave espanhol no norte da África tenta resolver a situação de aproximadamente 1.100 menores de idade que entraram ilegalmente no território. Caso os familiares dos jovens em seus países de origem não sejam encontrados, eles devem ser encaminhados à Espanha. Os centros de acolhimento de Ceuta estão lotados. Por isso, muitos deles têm como única opção dormir em acomodações improvisadas, como armazéns, ou na rua. Organizações de caridade e grupos de moradores locais tentam auxiliar as crianças e mulheres grávidas que estão desabrigadas. Hamza Sitouni Moreno, de 40 anos, disse que tentou encaminhar um grupo às autoridades, mas sua tentativa foi negada. Essa situação o levou a cuidar dos meninos e meninas por conta própria, fornecendo abrigo, cobertores e comida. Pela lei espanhola, territórios em situação de emergência, que é o caso de Ceuta, precisam ser ajudados pelas outras regiões do país. Mas quatro das 17 comunidades autônomas que formam a Espanha já deixaram claro que vão contestar qualquer ordem desse tipo: Aragão; Castela e Leão; Estremadura; Andaluzia. Elas são governadas por coalizões entre o Partido Popular, que é conservador, e o Vox, de extrema direita. A presidente da comunidade de Madri, que é governada somente pelo Partido Popular, sem participação do Vox, também se manifestou a favor de enviar os jovens migrantes de volta para seus países de origem. "Não consigo ver a Espanha abandonando seus filhos à própria sorte em outro país", publicou no X. "É desumano, cada país deve assumir a responsabilidade por seus próprios filhos e cidadãos." Ajuda humanitária O governo espanhol, comandado pelo primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, aprovou um financiamento de 25 milhões de euros para Ceuta, com o objetivo de apoiar os menores não acompanhados. Um advogado que representa organizações humanitárias no território disse, sob condição de anonimato, que as autoridades do enclave estão focadas em primeiro cadastrar os jovens com menos de 15 anos de idade. O prefeito-presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, afirmou que cerca de 100 pessoas morreram tentando atravessar a fronteira do Marrocos com a cidade autônoma. A declaração foi dada durante uma reunião do Parlamento Europeu. Ele acrescentou que São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/menores-que-entraram-em-ceuta-podem-ficar-na-espanha
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