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Marrocos processa 25 organizadores de travessias para Ceuta

Justiça processou pessoas acusadas de organizar travessias clandestinas para Espanha; crise migratória deixou 141 mortos

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Agência EFE
Jovens que cruzaram a fronteira com Ceuta voltam ao Marrocos | EFE/JALAL MORCHIDI

Jovens que cruzaram a fronteira com Ceuta voltam ao Marrocos | EFE/JALAL MORCHIDI

A Justiça do Marrocos processou 25 pessoas acusadas de organizar travessias clandestinas para a cidade espanhola de Ceuta durante a crise migratória da semana passada, que deixou mais de 70 mortos.

O processo foi aberto por um tribunal da cidade de Tetuan, no norte do país. De acordo com a Promotoria, os investigados respondem por crimes como rebelião, uso de armas, violência contra agentes de segurança e danos ao patrimônio público.

Além disso, eles são acusados de "facilitar a saída clandestina de estrangeiros por locais que não sejam os postos de controle fronteiriço especificamente habilitados para isso".

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As autoridades marroquinas também levaram outras 52 pessoas aos tribunais da cidade de Nador por envolvimento nos incidentes registrados durante a crise migratória, segundo a Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH).

A crise começou na última quinta-feira (30), quando mais de 70 mil pessoas atravessaram irregularmente a partir da cidade marroquina de Fnideq, também conhecida como Castillejos, em direção ao enclave espanhol de Ceuta, conforme estimativas oficiais.

O episódio provocou uma das maiores tragédias migratórias da região. A ONG Caminando Fronteras contabiliza pelo menos 141 mortes. As autoridades de Ceuta confirmaram o resgate de 75 corpos no lado espanhol da fronteira, enquanto o governo marroquino informou que 11 pessoas morreram em seu território.

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