Sobrevivente de intoxicação por metanol relata sequelas após 45 dias internado: “Achei que ia morrer”
Wesley Neves Pereira ficou 45 dias internado após beber combo de uísque em festa de rua em São Paulo; ele perdeu quase toda a visão
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Caroline Vale, SBT Manhã
10/10/2025, 14:18 • Atualizado em 10/10/2025, 16:15
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O que era para ser uma noite de diversão quase terminou em tragédia para Wesley Neves Pereira, de 31 anos. Ele é um dos casos de intoxicação por metanol em São Paulo, que já deixou cinco mortos e 23 casos confirmados em todo o estado, segundo a Secretaria de Saúde. Wesley sobreviveu, mas perdeu quase toda a visão e hoje luta para se adaptar à nova rotina.
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No dia seguinte, ele acordou vomitando, com fortes dores e queimação: "Falei pra minha mãe: 'Estou passando muito mal, isso não é normal não. Me leva para o hospital, eu vou morrer’”, relembra Wesley.
Ele foi internado em estado crítico e chegou a ficar em coma, com falência de um dos rins e infecção pulmonar. Os médicos deram apenas 1% de chance de sobrevivência, segundo a família. “Ele sofreu um AVC e foi piorando. Graças a Deus ele voltou a falar, ele tá andando com pouco de dificuldade. Não perdeu a memória, mas a visão sim”, contou a irmã, Sheily Neves Pereira.
Após 45 dias internado, Wesley teve alta na quarta-feira (8), mas ainda enfrenta as sequelas da intoxicação. A perda quase total da visão o impede de trabalhar e cuidar do pai, que tem as pernas amputadas, e da avó idosa.
"Eu trabalhava como motoboy, (...) eu que ajudava. Agora nessa condição eu não posso mais ajudar. As pessoas que fizeram isso... não são ser humano", disse Wesley.
O caso de Wesley faz parte de uma crise de intoxicações por metanol em São Paulo e outros estados. O produto químico, usado indevidamente na adulteração de bebidas alcoólicas, é altamente tóxico para humanos e, mesmo pequenas quantidades, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte.
Desde o fim de setembro, uma força-tarefa formada pela Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Procon-SP atua para combater a venda de bebidas adulteradas. As operações já interditaram 12 estabelecimentos, apreenderam quase 19 mil garrafas suspeitas e prenderam 45 pessoas envolvidas em falsificações.
Uma das mortes mais recentes foi a de Daniel Antônio Francisco Ferreira, motorista de aplicativo de Osasco (SP), que ingeriu bebida com metanol em um churrasco. O laudo dele confirmou intoxicação exógena.
Segundo a polícia, as bebidas foram compradas em uma adega que fica no bairro em que ele morava. A morte de Daniel foi a quinta confirmada em São Paulo.
Sobrevivente de intoxicação por metanol relata sequelas após 45 dias internado: “Achei que ia morrer”Wesley Neves Pereira ficou 45 dias internado após beber combo de uísque em festa de rua em São Paulo; ele perdeu quase toda a visãoBrasil2025-10-10T14:18:59.046ZO que era para ser uma noite de diversão quase terminou em tragédia para Wesley Neves Pereira, de 31 anos. Ele é um dos casos de intoxicação por metanol em São Paulo, que já deixou cinco mortos e 23 casos confirmados em todo o estado, segundo a Secretaria de Saúde. Wesley sobreviveu, mas perdeu quase toda a visão e hoje luta para se adaptar à nova rotina. O jovem, que trabalhava como motoboy, foi durante uma festa de rua na capital paulista. “Comprei um combo de uísque, vinha a garrafa lacrada. Bebi mais de dois copos”, contou. No dia seguinte, ele acordou vomitando, com fortes dores e queimação: "Falei pra minha mãe: 'Estou passando muito mal, isso não é normal não. Me leva para o hospital, eu vou morrer’”, relembra Wesley. Ele foi internado em estado crítico e chegou a ficar em coma, com falência de um dos rins e infecção pulmonar. Os médicos deram apenas 1% de chance de sobrevivência, segundo a família. “Ele sofreu um AVC e foi piorando. Graças a Deus ele voltou a falar, ele tá andando com pouco de dificuldade. Não perdeu a memória, mas a visão sim”, contou a irmã, Sheily Neves Pereira. Após 45 dias internado, Wesley teve alta na quarta-feira (8), mas ainda enfrenta as sequelas da intoxicação. A perda quase total da visão o impede de trabalhar e cuidar do pai, que tem as pernas amputadas, e da avó idosa. "Eu trabalhava como motoboy, (...) eu que ajudava. Agora nessa condição eu não posso mais ajudar. As pessoas que fizeram isso... não são ser humano", disse Wesley. Casos em São Paulo O caso de Wesley faz parte de uma crise de intoxicações por metanol em São Paulo e outros estados. O produto químico, usado indevidamente na adulteração de bebidas alcoólicas, é altamente tóxico para humanos e, mesmo pequenas quantidades, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte. Desde o fim de setembro, uma força-tarefa formada pela Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Procon-SP atua para combater a venda de bebidas adulteradas. As operações já interditaram 12 estabelecimentos, apreenderam quase 19 mil garrafas suspeitas e prenderam 45 pessoas envolvidas em falsificações. Uma das mortes mais recentes foi a de Daniel Antônio Francisco Ferreira, motorista de aplicativo de Osasco (SP), que ingeriu bebida com metanol em um churrasco. O laudo dele confirmou intoxicação exógena. Segundo a polícia, as bebidas foram compradas em uma adega que fica no bairro em que ele morava. A morte de Daniel foi a quinta confirmada em São Paulo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/sobrevivente-de-intoxicacao-por-metanol-relata-sequelas-apos-45-dias-internado-achei-que-ia-morrer
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