Jovem que teria bebido uísque com metanol em festa em SP recupera fala, mas segue sem visão
Segundo a irmã do homem, ele segue internado após suposta intoxicação; três mortes e 10 casos são investigados em São Paulo
Wesley, de 31 anos, está internado há mais de um mês no Hospital do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. A suspeita é de que ele tenha sido intoxicado por metanol presente em um whisky consumido durante um baile funk. Esse é mais um caso associado ao consumo de bebidas adulteradas, que segue em investigação pelas autoridades paulistas.
Inicialmente, ele apresentou sintomas leves, confundidos com ressaca, mas depois passou mal, vomitou e perdeu a consciência, entrando em coma. Durante o tratamento, Wesley sofreu um AVC, comprometendo sua visão.
Nesta segunda-feira (29), a irmã de Wesley concedeu entrevista ao Alô, Você, do SBT, e disse que agora ele consegue falar e se locomover, mas segue sem conseguir enxergar.
O jovem havia comprado a bebida junto com amigos e tomado uma dose maior, o que agravou os efeitos da intoxicação. Ele segue internado há um mês e sete dias, sem previsão de alta.
Mortes suspeitas na Grande São Paulo
Três mortes por contaminação são investigadas em São Paulo. As autoridades criaram uma força-tarefa para identificar a origem das bebidas contaminadas e responsabilizar os envolvidos.
Duas mortes foram confirmadas em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e outra na capital. Segundo o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo, atualmente, há 10 casos sob investigação na capital.
O CVS também recomendou que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos. E que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco.















