Brasil

Governo de SP divulga lista dos estabelecimentos fechados por suspeita de vender bebidas adulteradas

Governo interditou, cautelarmente, 11 bares e distribuidoras na capital e Grande São Paulo

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Caroline Vale
06/10/2025, 20:06 • Atualizado em 08/10/2025, 13:43
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Interdição cautelar de estabelecimento na capital. | Reprodução

Interdição cautelar de estabelecimento na capital. | Reprodução

O governo de São Paulo divulgou nesta segunda-feira (6) a lista de bares e distribuidoras interditados por suspeita de vender bebidas adulteradas com metanol. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante coletiva de imprensa que apresentou o balanço das ações de combate à intoxicação pela substância, que já deixou duas mortes confirmadas no estado.

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De acordo com o governador, 11 estabelecimentos, entre bares, adegas e distribuidoras, foram interditados cautelarmente pela Vigilância Sanitária para averiguação da procedência das bebidas.

Quais estabelecimentos foram interditados em São Paulo?

Capital:

  • Bebilar Distribuidora (Bela Vista);
  • BBR Supermercado (Bela Vista);
  • Bar e Restaurante Ministrão (Jardins);
  • Torres Bar (Mooca);
  • Adega Fim de Semana (M’Boi Mirim);
  • Empório Santos (Cidade Dutra).
  • Beco do Espeto (Itaim Bibi). Depois, o local foi desinterditado pela Justiça e pela Vigilância Sanitária municipal, mas as bebidas destiladas seguem interditadas;

Grande São Paulo:

  • Adega do Lelê (Osasco);
  • Adega Los Hermanos (Osasco);
  • Villa Jardim (São Bernardo do Campo);
  • Brasil Excellance Comercial Distribuidora de Bebidas (Barueri).

Além das interdições, Tarcísio informou que a Secretaria da Fazenda e Planejamento suspendeu preventivamente a inscrição estadual de seis distribuidoras e dois bares, totalizando oito estabelecimentos comerciais. O governador destacou que as ações fazem parte da investigação para rastrear a origem das bebidas contaminadas.

“Partimos do bar onde houve a contaminação, cruzamos a nota fiscal para verificar a origem da bebida, qual foi o distribuidor que vendeu, (...) e a gente bate para fazer a fiscalização”, explicou Tarcísio.

Ele reforçou que a medida é preventiva e que comerciantes que não comprovarem a origem das bebidas terão a inscrição estadual cassada. “Quem não conseguir comprovar de onde sua bebida está vindo, vai ter a inscrição estadual cassada. Ou seja, não vai conseguir operar”, afirmou.

Ao todo, 20 pessoas foram presas em São Paulo na última semana, incluindo o principal fornecedor de falsificação no estado.

O que dizem os estabelecimentos interditados?

  • Torres Bar - Afirmou que todos os produtos são adquiridos de distribuidores oficiais e parceiros de longa data, que “sempre prestaram serviços de confiança”. A administração ressaltou que permanece à disposição para qualquer investigação, informando colaborar integralmente com todos os órgãos de fiscalização.
  • Bar e Restaurante Ministrão - Disse que “aguarda o resultado da perícia para esclarecer os fatos relacionados à investigação sobre possíveis bebidas contaminadas”. Manifestou, ainda, “solidariedade e respeito à cliente que sofreu as consequências desse episódio”. “O fechamento temporário do bar ocorreu apenas como medida preventiva, após o relato da cliente que mencionou ter consumido bebida em nosso estabelecimento. Reforçamos que ainda não há qualquer confirmação oficial sobre a origem ou relação direta dos produtos com o ocorrido. Pedimos à população e aos nossos clientes que evitem julgamentos precipitados e aguardem o laudo final da perícia”, concluiu.
  • BBR Supermercado - Anunciou o fechamento temporário aos clientes.
  • Bebilar Bebidas - Reforçou que todas as bebidas comercializadas pelo estabelecimento são originais e adquiridas diretamente de fabricantes ou distribuidoras oficiais. Em nota, defendeu que “preza pela qualidade e integridade de cada produto” e que “jamais colocaria em risco a saúde e o bem-estar” do público.
  • Empório Santos - Destacou que colabora com as investigações: "Reafirmamos que não temos nenhum envolvimento com bebidas adulteradas", afirmou o estabelecimento em Cidade Dutra.
  • Villa Jardim - Disse estar colaborando no planejamento com as autoridades competentes e as investigações em curso. “Permanecemos fechados até que a situação seja totalmente esclarecida e a segurança de nossos clientes possa ser integralmente garantida. Ressaltamos que nossas bebidas são compradas lacradas e em sua condição original.”
  • Brasil Excellance Comercial Distribuidora de Bebidas - O SBT News entrou em contato com o telefone disponibilizado no site da distribuidora, que afirmou que o estabelecimento fechou em fevereiro deste ano. "Ironicamente, uma das razões que levaram ao encerramento das atividades foi justamente a crescente concorrência desleal de bebidas falsificadas, que prejudica deforma significativa todos os agentes legítimos do setor (...). A Brasil Excellance sempre atuou com total transparência, ética e compromisso com a qualidade de seus produtos e parceiros comerciais. Repudiamos qualquer tentativa de associar nosso nome a práticas ilícitas. Reiteramos nossa confiança na verdade e na seriedade que sempre pautaram nossa trajetória", disse em nota.
  • Adega Los Hermanos - O estabelecimento afirmou desconhecer a interdição anunciada pelo governo do Estado. Informou que foram notificados e orientados pelo órgão fiscal e que 5 garrafas de Gin Eternit e 3 de whisky White Horse foram encaminhados para perícia.

O SBT News não consguiu contato com a Adega do Lelê, em Osasco, e pediu um posicionamento para a Adega Fim de Semana, em M’Boi Mirim. Em caso de manifestação, o texto será atualizado.

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