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Protestos no Irã deixam ao menos 45 mortos e se espalham por 25 províncias

Regime intensifica repressão, líder supremo descarta recuo e comunidade internacional condena uso da força contra manifestantes

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O Irã enfrentou nesta sexta-feira(9) mais um dia de protestos contra o regime. Segundo agências internacionais, pelo menos 45 pessoas morreram em confrontos entre forças de segurança e manifestantes desde o início das mobilizações.

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Sob pressão, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o governo “não irá recuar”. Os protestos já foram registrados em 25 das 31 províncias iranianas, configurando uma das maiores ondas de contestação ao regime nos últimos anos.

Em pronunciamento nesta sexta-feira, Khamenei classificou os manifestantes como “vândalos” e “sabotadores” e afirmou que os atos atenderiam a interesses externos. Segundo ele, os protestos teriam como objetivo agradar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Representantes da União Europeia e dos Estados Unidos condenaram a violência empregada pelas forças estatais na repressão às manifestações. A chefe da diplomacia europeia afirmou que o regime iraniano deve respeitar a liberdade da população e classificou como “inaceitável” o uso de violência contra manifestantes.

Nos Estados Unidos, Trump declarou que o país poderá intervir caso a polícia iraniana recorra à violência letal contra a população.

Os protestos tiveram início no fim de dezembro, impulsionados pelo aumento do custo de vida e pela deterioração das condições econômicas. Nesta quinta-feira, os atos ganharam nova dimensão após Khamenei ordenar um apagão da internet e da rede telefônica, numa tentativa de conter a mobilização popular.

De acordo com organizações de direitos humanos, mais de 2.200 pessoas já foram detidas no Irã desde o início das manifestações.

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