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Temporal deixa ao menos 29 mortos em Minas Gerais; 22 são de Juiz de Fora

Sete mortes foram registradas em Ubá; chuvas batem recorde de acumulados, com mais de o dobro do volume esperado para um mês

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Ao menos 29 pessoas morreram por causa das fortes chuvas que atingem o Estado de Minas desde segunda-feira (23). O Corpo de Bombeiros informou que 22 vítimas foram registradas em Juiz de Fora e sete em Ubá.

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Além das mortes, os temporais deixaram ao menos 37 desaparecidos em Juiz de Fora e três em Ubá.

O governador Romeu Zema (Novo) deve decretar luto oficial de três dias no Estado. “Estou acompanhando todos os desdobramentos das ocorrências na Zona da Mata. O trabalho do Estado continuará enquanto for necessário. Minas está presente e fará tudo o que estiver ao seu alcance para amenizar esse sofrimento”, afirmou o governador.

O vice-governador Mateus Simões deve acompanhar presencialmente o trabalho das equipes.

Situação em Juiz de Fora

A prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública no município. Em razão da continuidade das chuvas e das condições climáticas adversas, as aulas nas escolas municipais e os atendimentos nas creches foram suspensos na quarta-feira (25) e quinta-feira (26).

Até o momento, há informações de vítimas em:

  • quatro óbitos na Rua Natalino José de Paula, bairro JK;
  • quatro óbitos na Rua Orville Derby Dutra, bairro Santa Rita;
  • dois óbitos na Rua João Luís Alves, Vila Ideal;
  • um óbito na Rua José Francisco Garcia, bairro Lourdes;
  • um óbito na Rua Eurico Viana, Vila Alpina;
  • um óbito na Estrada Athos Branco da Rosa, bairro São Benedito;
  • um óbito na Rua Jacinto Marcelino, Vila Olavo Costa.

A administração municipal disse que lamenta as mortes e que atua junto à Defesa Civil Estadual e ao Corpo de Bombeiros para atender às ocorrências. Segundo a Defesa Civil, cerca de 440 pessoas estão desabrigadas e recebem apoio para abrigo provisório em escolas da cidade.

Ao longo do dia, foram registradas 251 ocorrências, incluindo 20 soterramentos, número que pode aumentar, segundo a prefeitura. Empresas particulares também ajudam nas buscas e no atendimento às vítimas.

As aulas desta terça-feira foram suspensas nas escolas municipais. Houve deslizamentos, alagamentos e ruas interditadas. A população é orientada a evitar deslocamentos sem necessidade.

Rio da Ponte Vermelha transborando, na zona norte de Juíz de Fora | Reprodução PJFemAlerta
Rio da Ponte Vermelha transborando, na zona norte de Juíz de Fora | Reprodução PJFemAlerta

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), se pronunciou ao assinar o decreto de calamidade pública. “Considerando a gravíssima situação que a cidade enfrenta com chuvas intensas e persistentes, temos 584 milímetros acumulados neste período, o que faz deste fevereiro o mais chuvoso da história da cidade”, disse. O decreto permite receber recursos federais. “É uma situação extrema que exige medidas extremas.”

A prefeita pediu que as atividades na cidade sejam reduzidas. “A segurança é nossa maior preocupação. A vida é o mais importante. Estamos nos esforçando para socorrer as pessoas, garantir segurança e salvar vidas.”

A Defesa Civil reforçou o alerta para que os moradores priorizem a própria segurança, permaneçam em casa e evitem sair sem necessidade.

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