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Temporal deixa 14 mortos em Juiz de Fora (MG)

Chuvas acumulam 584 mm em fevereiro, o dobro do esperado; Ainda durante a madrugada foi decretado estado de calamidade pública no município

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Moradores ficam soterrados após desabamento de casas em Juiz de Fora | Reprodução
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A prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, confirmou a morte de 14 pessoas devido às fortes chuvas que atingiram a cidade nesta segunda-feira (23). Ainda durante a madrugada foi decretado estado de calamidade pública no município.

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Segundo o órgão, as mortes aconteceram nos seguintes locais:

  • quatro óbitos na Rua Natalino José de Paula, bairro JK;
  • quatro óbitos na Rua Orville Derby Dutra, bairro Santa Rita;
  • dois óbitos na Rua João Luís Alves, Vila Ideal;
  • um óbitos na Rua José Francisco Garcia, bairro Lourdes;
  • um óbito na Rua Eurico Viana, Vila Alpina;
  • um óbito na Estrada Athos Branco da Rosa, bairro São Benedito;
  • um óbito na Rua Jacinto Marcelino, Vila Olavo Costa.

A administração municipal disse que lamenta as mortes e que atua junto à Defesa Civil Estadual e ao Corpo de Bombeiros para atender às ocorrências. Segundo a Defesa Civil, cerca de 440 pessoas estão desabrigadas e recebem apoio para abrigo provisório em escolas da cidade.

Ao longo do dia, foram registradas 251 ocorrências, incluindo 20 soterramentos, número que pode aumentar, segundo a prefeitura. Empresas particulares também ajudam nas buscas e no atendimento às vítimas.

Por causa do grande volume de chuva, as aulas desta terça-feira (24) foram suspensas nas escolas municipais. O trânsito apresenta dificuldades devido a alagamentos e deslizamentos, e a população é orientada a evitar deslocamentos sem necessidade.

Rio da Ponte Vermelha transborando, na zona norte de Juíz de Fora | Reprodução PJFemAlerta
Rio da Ponte Vermelha transborando, na zona norte de Juíz de Fora | Reprodução PJFemAlerta

Margarida Salomão (PT), prefeita da cidade, se pronunciou ao assinar o decreto de calamidade pública. “Considerando a gravíssima situação que a cidade enfrenta com chuvas intensas e persistentes, temos 584 milímetros acumulados neste período, o que faz deste fevereiro o mais chuvoso da história da cidade”, disse. Segundo ela, o decreto permite receber recursos federais. “É uma situação extrema que exige medidas extremas.”

A prefeita pediu ainda que as atividades na cidade sejam reduzidas diante das dificuldades de deslocamento. “A segurança é nossa maior preocupação. A vida é o mais importante. Estamos nos esforçando para socorrer as pessoas, garantir segurança e salvar vidas.”

A Defesa Civil reforçou o alerta para que os moradores priorizem a própria segurança, permaneçam em casa e evitem sair sem necessidade.

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