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Crise no México: entenda onda de violência após morte de El Mencho

Paradeiro de narcotraficante foi descoberto após operação conjunta entre México e Estados Unidos

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El Mencho chefiava o cartel "Jalisco Nova Geração" | Divulgação/FBI

A morte do narcotraficante Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, no último domingo (22), provocou uma onda de violência e caos em vários estados do México. Estradas foram bloqueadas e lojas foram saqueadas, em ações que deixaram mais de 70 mortos no país.

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El Mencho chefiava o cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), ligado ao tráfico internacional de drogas, apontado como um dos principais fornecedores de fentanil, metanfetamina e cocaína para os Estados Unidos. O mexicano fazia parte da lista de mais procuradorados do governo norte-americano, que oferecia recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão.

Segundo o secretário de Defesa do México, general Ricardo Trevilla, a operação para a captura de El Mencho ocorreu em conjunto com os Estados Unidos. Investigadores descobriram o paradeiro do narcotraficante após seguirem a namorada dele, que o visitou em um imóvel em Tapalpa, cidade turística localizada em uma região montanhosa de Jalisco, na sexta-feira (20).

Depois que a mulher deixou o imóvel, serviços de inteligência confirmaram que o mexicano continuaria no imóvel por mais alguns dias, com uma equipe de segurança. No sábado (21), unidades do Exército foram enviadas à cidade, com apoio de aeronaves militares e helicópteros. Na madrugada de domingo (22), as tropas cercaram o imóvel, surpreendendo os guarda-costas do mexicano, que abriram fogo contra os militares.

No meio do tiroteio, El Mencho e aliados tentaram fugir para uma cabana em uma área de mata na região. O grupo foi localizado pouco tempo depois, resultando em uma nova troca de tiros. Os disparos acertaram El Mencho, que ficou gravemente ferido. Ele chegou a ser capturado pelas tropas, mas morreu enquanto era transportado de Tapalpa para a capital, a Cidade do México.

Além de El Mencho, outros seis criminosos morreram, e três militares ficaram feridos durante a troca de tiros. Outros dois integrantes do CJNG foram presos, e diversas armas foram apreendidas — incluindo dois lançadores de foguetes. Um dos modelos, segundo os militares, era igual ao utilizado pelo cartel para abater um helicóptero militar em 2015.

Assim que a morte de El Mencho foi confirmada, traficantes invadiram o Aeroporto Internacional de Guadalajara e abriram fogo contra passageiros e funcionários. Também houve retaliação nas ruas, com carros incendiados, comércios saqueados e bancos depredados — ações que mostram a insatisfação dos cartéis com o acordo de cooperação entre México e Estados Unidos contra o narcotráfico.

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Em meio ao cenário de violência, aulas foram canceladas e serviços públicos foram suspensos, enquanto embaixadas enviaram alertas a seus cidadãos. Nesta terça-feira (24), Trevilla informou que mais 2,5 mil soldados foram enviados à região, somando 9,5 mil militares mobilizados. No total, a operação deixou 73 mortos, incluindo membros das forças de segurança, trabalhadores federais e criminosos.

Mais cedo, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a situação no país estava “voltando ao normal”. "Há calma, há governo, há forças armadas e há muita coordenação. O mais importante neste momento é garantir a paz e a segurança para toda a população. Quando algo assim acontece, o que você precisa fazer é ser muito coordenado e encarar a situação com muita responsabilidade”, disse.

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