Crise no México: entenda onda de violência após morte de El Mencho
Paradeiro de narcotraficante foi descoberto após operação conjunta entre México e Estados Unidos
Camila Stucaluc
24/02/2026, 11:19 • Atualizado em 24/02/2026, 11:19
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El Mencho chefiava o cartel "Jalisco Nova Geração" | Divulgação/FBI
A morte do narcotraficante Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, no último domingo (22), provocou uma onda de violência e caos em vários estados do México. Estradas foram bloqueadas e lojas foram saqueadas, em ações que deixaram mais de 70 mortos no país.
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El Mencho chefiava o cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), ligado ao tráfico internacional de drogas, apontado como um dos principais fornecedores de fentanil, metanfetamina e cocaína para os Estados Unidos. O mexicano fazia parte da lista de mais procuradorados do governo norte-americano, que oferecia recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão.
Segundo o secretário de Defesa do México, general Ricardo Trevilla, a operação para a captura de El Mencho ocorreu em conjunto com os Estados Unidos. Investigadores descobriram o paradeiro do narcotraficante após seguirem a namorada dele, que o visitou em um imóvel em Tapalpa, cidade turística localizada em uma região montanhosa de Jalisco, na sexta-feira (20).
Depois que a mulher deixou o imóvel, serviços de inteligência confirmaram que o mexicano continuaria no imóvel por mais alguns dias, com uma equipe de segurança. No sábado (21), unidades do Exército foram enviadas à cidade, com apoio de aeronaves militares e helicópteros. Na madrugada de domingo (22), as tropas cercaram o imóvel, surpreendendo os guarda-costas do mexicano, que abriram fogo contra os militares.
No meio do tiroteio, El Mencho e aliados tentaram fugir para uma cabana em uma área de mata na região. O grupo foi localizado pouco tempo depois, resultando em uma nova troca de tiros. Os disparos acertaram El Mencho, que ficou gravemente ferido. Ele chegou a ser capturado pelas tropas, mas morreu enquanto era transportado de Tapalpa para a capital, a Cidade do México.
Além de El Mencho, outros seis criminosos morreram, e três militares ficaram feridos durante a troca de tiros. Outros dois integrantes do CJNG foram presos, e diversas armas foram apreendidas — incluindo dois lançadores de foguetes. Um dos modelos, segundo os militares, era igual ao utilizado pelo cartel para abater um helicóptero militar em 2015.
Em meio ao cenário de violência, aulas foram canceladas e serviços públicos foram suspensos, enquanto embaixadas enviaram alertas a seus cidadãos. Nesta terça-feira (24), Trevilla informou que mais 2,5 mil soldados foram enviados à região, somando 9,5 mil militares mobilizados. No total, a operação deixou 73 mortos, incluindo membros das forças de segurança, trabalhadores federais e criminosos.
Mais cedo, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a situação no país estava “voltando ao normal”. "Há calma, há governo, há forças armadas e há muita coordenação. O mais importante neste momento é garantir a paz e a segurança para toda a população. Quando algo assim acontece, o que você precisa fazer é ser muito coordenado e encarar a situação com muita responsabilidade”, disse.
Crise no México: entenda onda de violência após morte de El MenchoParadeiro de narcotraficante foi descoberto após operação conjunta entre México e Estados UnidosMundo2026-02-24T11:19:43.894ZA morte do narcotraficante Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, no último domingo (22), . Estradas foram bloqueadas e lojas foram saqueadas, em ações que deixaram mais de 70 mortos no país. El Mencho chefiava o cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), ligado ao tráfico internacional de drogas, apontado como um dos principais fornecedores de fentanil, metanfetamina e cocaína para os Estados Unidos. O mexicano fazia parte da lista de mais procuradorados do governo norte-americano, que oferecia recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão. Segundo o secretário de Defesa do México, general Ricardo Trevilla, a operação para a captura de El Mencho ocorreu em conjunto com os Estados Unidos. Investigadores descobriram o paradeiro do narcotraficante após seguirem a namorada dele, que o visitou em um imóvel em Tapalpa, cidade turística localizada em uma região montanhosa de Jalisco, na sexta-feira (20). Depois que a mulher deixou o imóvel, serviços de inteligência confirmaram que o mexicano continuaria no imóvel por mais alguns dias, com uma equipe de segurança. No sábado (21), unidades do Exército foram enviadas à cidade, com apoio de aeronaves militares e helicópteros. Na madrugada de domingo (22), as tropas cercaram o imóvel, surpreendendo os guarda-costas do mexicano, que abriram fogo contra os militares. No meio do tiroteio, El Mencho e aliados tentaram fugir para uma cabana em uma área de mata na região. O grupo foi localizado pouco tempo depois, resultando em uma nova troca de tiros. Os disparos acertaram El Mencho, que ficou gravemente ferido. Ele chegou a ser capturado pelas tropas, mas morreu enquanto era transportado de Tapalpa para a capital, a Cidade do México. Além de El Mencho, outros seis criminosos morreram, e três militares ficaram feridos durante a troca de tiros. Outros dois integrantes do CJNG foram presos, e diversas armas foram apreendidas — incluindo dois lançadores de foguetes. Um dos modelos, segundo os militares, era igual ao utilizado pelo cartel para abater um helicóptero militar em 2015. Assim que a morte de El Mencho foi confirmada, contra passageiros e funcionários. Também houve retaliação nas ruas, com carros incendiados, comércios saqueados e bancos depredados — ações que mostram a insatisfação dos cartéis com o . Em meio ao cenário de violência, aulas foram canceladas e serviços públicos foram suspensos, enquanto embaixadas enviaram alertas a seus cidadãos. Nesta terça-feira (24), Trevilla informou que mais 2,5 mil soldados foram enviados à região, somando 9,5 mil militares mobilizados. No total, a operação deixou 73 mortos, incluindo membros das forças de segurança, trabalhadores federais e criminosos. Mais cedo, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a situação no país estava “voltando ao normal”. "Há calma, há governo, há forças armadas e há muita coordenação. O mais importante neste momento é garantir a paz e a segurança para toda a população. Quando algo assim acontece, o que você precisa fazer é ser muito coordenado e encarar a situação com muita responsabilidade”, disse.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/crise-no-mexico-entenda-onda-de-violencia-apos-morte-de-el-mencho
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