Zema condena tarifaço, mas diz que "governo errou"
Pré-candidato à Presidência diz que medida prejudica o Brasil, mas afirma que as negociações com os EUA foram mal conduzidas


Romeu Zema | Reprodução Agência Brasil/Rafa Neddermeyer
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), condenou nesta quinta-feira (16) a decisão dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros, mas afirmou que o governo federal errou na condução das negociações com o país.
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Em nota, Zema classificou a medida como "protecionista" e disse que ela prejudica os interesses do Brasil e desrespeita os vínculos históricos entre os dois países. Para ele, o tarifaço reduz a competitividade da indústria brasileira no mercado americano, um dos principais destinos das exportações nacionais.
O pré-candidato à Presidência, porém, afirma que a postura brasileira poderia ter sido outra: "O governo brasileiro errou nas negociações, criando atritos desnecessários e adotando um discurso eleitoreiro. Se tivesse agido de maneira técnica e responsável, poderia ter evitado uma retaliação que, de qualquer forma, não se justifica". A declaração ocorre no momento em que Zema se prepara para disputar a Presidência da República.
O governo dos Estados Unidos confirmou na quarta-feira (15) que vai aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao país. As novas tarifas entram em vigor em 22 de julho.
A Casa Branca diz que a decisão faz parte de uma nova etapa da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump e foi justificada pela acusação de que o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais e prejudiciais à indústria americana.













