Trump diz que EUA controlarão vendas de petróleo da Venezuela
Em reunião com petroleiras, presidente disse que produto será vendido com depósitos em contas controladas pelos norte-americanos

Vicklin Moraes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que empresas petrolíferas da Venezuela passarão a negociar diretamente com os Estados Unidos, que ficarão responsáveis pelas vendas do petróleo.
Segundo o republicano, os pagamentos serão depositados em contas controladas pelo governo norte-americano. A declaração foi feita durante uma reunião com executivos do setor de petróleo na Casa Branca.
Trump afirmou que os Estados Unidos “construíram a indústria petrolífera da Venezuela”, mas que o país sul-americano teria se apropriado de ativos americanos. “Eles roubaram nossos bens como se fôssemos crianças, e os EUA não fizeram nada a respeito”, disse o presidente.
De acordo com Trump, a Venezuela forneceu mais de 30 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, avaliados em cerca de US$ 4 bilhões, que estariam a caminho do país. Ele afirmou que parte dos recursos ficará com os EUA, parte com a Venezuela e outra parcela será destinada às empresas petrolíferas envolvidas.
"É muito petróleo e ele está a caminho dos Estados Unidos neste momento. Estamos trabalhando muito bem com eles, obviamente, ou não teriam sido tão generosos."
O presidente também disse que refinarias norte-americanas vão investir pelo menos US$ 100 bilhões e que a Venezuela concordou em permitir que os Estados Unidos refinem e vendam cerca de 50 milhões de barris de petróleo venezuelano por tempo indeterminado.

A coletiva ocorreu poucos dias após uma ação militar em território venezuelano que, segundo Trump, resultou na prisão do ditador, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente classificou a operação como “uma das mais espetaculares da história americana” e afirmou que Maduro teria sido responsável pela morte de “milhões de pessoas”, além de crimes cometidos contra os Estados Unidos. Para Trump, a saída de Maduro abriria caminho para um futuro melhor nas relações entre os dois países e para a redução dos preços de energia nos EUA.
Enquanto isso, o Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (9) uma resolução que impede o presidente de adotar novas ações militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deve votar ainda neste mês uma proposta semelhante, que limita os poderes do Executivo para intervir militarmente no país sul-americano. Caso ambas sejam aprovadas, os textos precisarão ser unificados antes do envio da versão final para sanção presidencial.









