Planejamento da megaoperação no Rio previu 'muro do Bope' para encurralar suspeitos em mata
Polícia afirma que estratégia foi planejada por um ano para reduzir danos à população; ação já soma 121 mortos e é a mais letal da história
S
SBT News
A megaoperação realizada nesta terça-feira (28), que resultou em ao menos 121 mortes nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, adotou uma tática batizada de “Muro do Bope”.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Segundo o secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes, a estratégia consistiu em posicionar agentes do Batalhão de Operações Especiais na Serra da Misericórdia para cercar e empurrar os criminosos em direção à mata, onde outras equipes aguardavam.
Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (29), Menezes afirmou que a operação foi planejada há cerca de um ano para conter confrontos e reduzir riscos à população local.
"O foco da nossa atividade e da nossa ação tática, em primeiro lugar, era tentar causar o menor efeito colateral, o menor dano, o menor transtorno para os moradores daquela comunidade. E aí optou-se por fazer uma manobra tática no sentido de tirar esses marginais das edificações e levá-los para a área de mata”, declarou o secretário.
Megaoperação
A ação, batizada de Operação Contenção, é considerada a mais letal da história fluminense. Deflagrada na terça-feira (28), teve como objetivo desarticular lideranças do Comando Vermelho que atuam na região.
Cerca de 2,5 mil policiais civis e militares cumpriram mandados de prisão e busca. Ao todo, 113 suspeitos foram presos e 118 armas apreendidas.
As equipes enfrentaram forte resistência armada. Moradores relataram intensos tiroteios, barricadas incendiadas em vias expressas e o uso de drones por criminosos para tentar impedir o avanço policial.
A operação superou, em número de mortos, as ações mais violentas anteriores: o massacre do Jacarezinho, em maio de 2021, com 28 mortos; e a operação na Vila Cruzeiro, em maio de 2022, que deixou 24 mortos — ambas no governo de Cláudio Castro (PL).
Na madrugada desta quarta-feira (29), moradores dos complexos do Alemão e da Penha localizaram mais de 60 corpos na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia. Os mortos, que não constam no balanço oficial do governo, foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã.
Planejamento da megaoperação no Rio previu 'muro do Bope' para encurralar suspeitos em mata Polícia afirma que estratégia foi planejada por um ano para reduzir danos à população; ação já soma 121 mortos e é a mais letal da históriaBrasil2025-10-29T21:47:15.242ZA realizada nesta terça-feira (28), que resultou em ao menos 121 mortes nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, adotou uma tática batizada de “Muro do Bope”. Segundo o secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes, a estratégia consistiu em posicionar agentes do Batalhão de Operações Especiais na Serra da Misericórdia para cercar e empurrar os criminosos em direção à mata, onde outras equipes aguardavam. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (29), Menezes afirmou que a operação foi planejada há cerca de um ano para conter confrontos e reduzir riscos à população local. "O foco da nossa atividade e da nossa ação tática, em primeiro lugar, era tentar causar o menor efeito colateral, o menor dano, o menor transtorno para os moradores daquela comunidade. E aí optou-se por fazer uma manobra tática no sentido de tirar esses marginais das edificações e levá-los para a área de mata”, declarou o secretário. Megaoperação A ação, batizada de Operação Contenção, é considerada a mais letal da história fluminense. Deflagrada na terça-feira (28), teve como objetivo desarticular lideranças do Comando Vermelho que atuam na região. Cerca de 2,5 mil policiais civis e militares cumpriram mandados de prisão e busca. Ao todo, 113 suspeitos foram presos e 118 armas apreendidas. + As equipes enfrentaram forte resistência armada. Moradores relataram intensos tiroteios, barricadas incendiadas em vias expressas e o uso de drones por criminosos para tentar impedir o avanço policial. A operação superou, em número de mortos, as ações mais violentas anteriores: o massacre do Jacarezinho, em maio de 2021, com 28 mortos; e a operação na Vila Cruzeiro, em maio de 2022, que deixou 24 mortos — ambas no governo de Cláudio Castro (PL). Na madrugada desta quarta-feira (29), moradores dos complexos do Alemão e da Penha localizaram mais de 60 corpos na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia. Os mortos, que não constam no balanço oficial do governo, foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã. Leia também: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/planejamento-da-megaoperacao-no-rio-previu-muro-do-bope-para-encurralar-suspeitos-em-mata
Não fiquei plenamente satisfeito, diz ministro sobre Ideb
Leandro Barchini afirmou ao SBT News que os resultados mostram avanço na educação, mas disse que o país ainda precisa evoluir e atingir as metas do Ideb
Atacante brasileiro amplia vínculo com o clube espanhol por mais seis anos após conquistar 14 títulos e se consolidar como um dos principais nomes da equipe