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Deputado pede federalização do caso que investiga a morte do cão Orelha

Célio Studart cita existência de grupos digitais que se organizam para torturar e matar animais de rua

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O cão Orelha era mascote de moradores de Praia Brava, em Florianópolis | Reprodução/Instagram/@janjalula
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O presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, deputado Célio Studart (PSD-CE), pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira (2) que federalize a investigação envolvendo a morte do cachorro Orelha, em Florianópolis (SC), no último mês. O caso está sob responsabilidade da Polícia Civil de Santa Catarina.

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Para fundamentar a decisão, obtida com exclusividade pelo SBT News, Studart citou a existência de grupos digitais com alcance nacional que se organizam em desafios online para torturar e matar animais de rua, como na plataforma Discord.

Para o deputado, esse indício, materializado na morte de Orelha e de outros cães comunitários recentemente, é um sintoma da “escalada de violência coordenada contra animais domésticos em diversas regiões do país”

“A sistemática dos ataques, que envolvem tortura extrema e posterior exibição em plataformas virtuais, demonstra a possível existência de uma associação criminosa com modus operandi padronizado, visando a disseminação de conteúdo ilícito e a incitação ao crime de maus-tratos em escala nacional,” diz o deputado no pedido.

Studart pede à PGR que autorize a quebra do sigilo das comunicações eletrônicas para identificar administradores e participantes desses grupos. Também solicita a cooperação entre ministérios públicos estaduais no compartilhamento de informações sobre tortura animal.

Caso Orelha

Orelha viveu por cerca de 10 anos nos arredores da Praia Brava, em Florianópolis, e era cuidado de forma comunitária. Moradores do bairro se organizavam para alimentá-lo, trocar cobertores e acompanhar a rotina do animal.

No início de janeiro, após ficar dois dias desaparecido, Orelha foi encontrado em estado grave. O animal foi resgatado e encaminhado para atendimento veterinário, mas, diante da gravidade das lesões e do intenso sofrimento, foi submetido à eutanásia.

A investigação da Polícia Civil de SC tem como principais suspeitos um grupo de três adolescentes que teria espancado o cachorro e o largado no local. Porém, não encontrou até o momento indícios de que o episódio esteja associado a algum desafio digital.

No domingo (1°), atos em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília protestaram contra a violência animal e pediram justiça pela morte de Orelha.

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