Brasil

PF busca elos entre miliciano Adriano da Nóbrega e plano de execução de Marielle Franco

Considerado membro do Escritório do Crime, ex-Bope que empregou mãe e ex-mulher no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio foi morto em 2020

R
Ricardo Brandt
PF busca elos entre miliciano Adriano da Nóbrega e plano de execução de Marielle Franco

Laerte Silva de Lima, o infiltrado no Psol do Rio de Janeiro que teria abastecido a família Brazão com dados sobre a vereadora Marielle Franco e outras lideranças do partido, é um dos elos entre os acusados pelo assassinato da vereadora e o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano. Esse nome ressurgiu com a conclusão do inquérito da Polícia Federal (PF) que resultou na deflagração da operação Murder Inc., no último domingo (24).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Capitão Adriano morreu em 9 de fevereiro de 2020, pela Polícia Militar da Bahia, durante caçada contra ele. Inquérito apontou que a morte não foi uma execução. O nome do miliciano voltou ao noticiário com o fim do inquérito sobre a execução da vereadora Marielle e do motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março de 2018.

No domingo (24), a PF prendeu Domingos Brazão, ex-deputado do Rio e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ.

Ex-membro do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e envolvido em crimes de assassinatos e contravenção, entre outros delitos, Capitão Adriano ficou conhecido nacionalmente em 2018 por ter empregado a mãe e a ex-mulher no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), quando ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O relatório final da PF aponta elos de Capitão Adriano e de pelo menos menos cinco milicianos do seu grupo, que atuava na comunidade de Rio das Pedras, com os assassinos e mandantes da morte de Marielle Franco e os negócios de grilagem de terras na capital fluminense comandados por milícias.

O infiltrado Laerte Lima foi preso na operação Intocáveis, do Ministério Público do Rio, que tinha como alvo a milícia que comandava Rio das Pedras. Assim como ele e Capitão Adriano, outros nomes conhecidos aparecem nas relações dos criminosos. Entre eles, Marcus Vinicius dos Reis Santos, o Fininho, e Ronald Paulo Alves Pereira, o Major Ronald.

"Laerte foi preso no âmbito da já indigitada Operação Intocáveis juntamente" com Fininho e Major Ronald, destaca a PF. "Entre outros suspeitos de integrarem o grupo militar responsável pela exploração de serviços e afins na localidade de Rio das Pedras".

Os três foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Rio. "A organização criminosa integrada pelos acusados é uma das mais poderosas, ainda em atividade, em vastas regiões da Zona Oeste da Capital, subvertendo a ordem pública", registra a sentença.

"A Informação de Polícia Judiciária n.º 16/2023 (...) traz, com robustez, a teia intrincada de vínculos entre esses agentes, inclusive, com Chiquinho Brazão, Capitão Adriano, Mad etc., sendo certo que o personagem central dessa teia é Fininho."

Novas apurações

A morte do miliciano Capitão Adriano e de outras pessoas consideradas importantes nas apurações foi destacada como uma das dificuldades enfrentadas decorrente do longo tempo do crime. Cita a "impossibilidade de se obter elementos de convicção" pelo "severo golpe que a intempestividade impôs à persecução".

São listados: "o homicídio de Edmilson Macalé em 6 de novembro de 2021; a morte do ex-Capitão Adriano da Nóbrega pela PM-BA em 9 de fevereiro de 2020; o desassoreamento do córrego mencionado pelo réu-colaborador em Rio das Pedras em 2022; a capina do barranco do motel também por ele citado, em 2019, entre vários outros".

Edmilson da Silva de Oliveira, o Macalé, foi morto em 6 de novembro de 2021. Ex-PM, ele era ligado às milícias e foi segurança da família Brazão. Macalé teria sido a ponte entre os irmãos Brazão e Ronnie Lessa, executor do assassinato de Marielle e Anderson.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Retatrutida: medicamento ainda não é aprovado, diz Anvisa

Retatrutida: medicamento ainda não é aprovado, diz Anvisa

Imagem da notícia: Trump participa de jantar de correspondentes após ataque

Trump participa de jantar de correspondentes após ataque

Imagem da notícia: Milei receberá mais alta honraria concedida por São Paulo

Milei receberá mais alta honraria concedida por São Paulo

Imagem da notícia: Trump diz que Venezuela não está pronta para eleições

Trump diz que Venezuela não está pronta para eleições

Imagem da notícia: Retatrutida: medicamento ainda não é aprovado, diz Anvisa

Retatrutida: medicamento ainda não é aprovado, diz Anvisa

Imagem da notícia: Trump participa de jantar de correspondentes após ataque

Trump participa de jantar de correspondentes após ataque

Imagem da notícia: Milei receberá mais alta honraria concedida por São Paulo

Milei receberá mais alta honraria concedida por São Paulo

Imagem da notícia: Trump diz que Venezuela não está pronta para eleições

Trump diz que Venezuela não está pronta para eleições

Últimas notícias

TCE-SP cobra explicações sobre falhas em trens

Governo e concessionária terão cinco dias para esclarecer ocorrências nas linhas 11, 12 e 13, incluindo incêndio e paralisação de serviços

SpaceX lança 13º voo de teste da nave Starship

Missão da SpaceX levou 20 satélites Starlink V3 e testará melhorias em motores, separação de estágios e escudo térmico

Arábia Saudita ataca Iêmen após ofensiva dos houthis

Ataques aéreos contra cidade portuária controlada pelo grupo insurgente ocorrem dias depois de petroleiros sauditas serem atingidos no mar Vermelho

Anitta lança Equilibrivm ll com referência a Carmen Miranda

Cantora se prepara para turnê especial de álbum que mescla fé, cultura, dança e brasilidades

Guaíba sobe e aumenta risco de inundação nas ilhas no RS

Defesa Civil monitora a elevação do nível do Guaíba após chuvas no interior do Rio Grande do Sul; 143 municípios foram afetados

Lula deve ir a convenções do PT no Ceará e na Bahia

Aliados locais dizem que participação está definida