Política

Gilmar Mendes diz que caso Marielle é oportunidade para combate ao crime organizado

Ministro do STF afirmou que desdobramentos podem contribuir na busca por respostas no país

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Lis Cappi, Márcia Lorenzatto
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal | Tânia Rego/Agência Brasil

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal | Tânia Rego/Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (25) que os desdobramentos da investigação da morte da vereadora Marielle Franco (Psol) devem ser utilizados como uma oportunidade para a atuação contra o crime organizado, tanto no Rio de Janeiro quanto no país.

“É preciso que se veja essa janela como uma oportunidade para aprofundar o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro e no Brasil”, afirmou Gilmar, na chegada ao Congresso Nacional, para participar do evento de 200 anos do Senado.

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Magistrado mais antigo do STF, ele também classificou com importância as ações de domingo, quando o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) e o irmão dele, Domingos Brazão, foram presos. Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, também foi detido acusado de obstruir a investigação.

As ações vieram após delações do caso chegaram ao Supremo. A Corte também decidiu manter a prisão de suspeitos da morte de Marielle e de seu motorista, Anderson Gomes. O crime foi cometido em março de 2018.

Além dos caminhos de resposta, Gilmar Mendes também pediu para uma mudança de instituições e apoio do Congresso.

“Se tendo esse tipo de notícia, do envolvimento de parte da polícia,com o crime organizado, obviamente isso é algo extremamente grave. É preciso pensar numa refundação dessas instituições. É preciso tomar as medidas necessárias. Eu acho que é o momento de profunda reflexão do Congresso Nacional para se dedicar a essa temática de uma reforma das polícias e uma reforma, especialmente, voltada para o que está acontecendo no Rio de Janeiro”, declarou.

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