Segundo relatos apresentados durante audiência judicial, o advogado Cláudio Freiria, que atuava na defesa dos irmãos, teria intimidado colegas de profissão após deixar o caso.
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Os advogados que passaram a atuar no processo afirmam ter recebido ligações e mensagens com ameaças. Um dos profissionais relatou ter recebido uma ligação de um número desconhecido, na qual foi pressionado a desistir de processos no estado.
Outra advogada envolvida também demonstrou medo após os contatos e chegou a cogitar renunciar à defesa.
Diante das denúncias e das ameaças relatadas, a Justiça determinou sigilo no processo, restringindo o acesso apenas aos advogados que atuam diretamente no caso.
Segundo denúncia da família de um dos investigados, o veículo teria sido oferecido como propina a policiais para encerrar a investigação.
O carro, avaliado em cerca de R$ 200 mil, foi apreendido em novembro do ano passado na operação. Entre os presos estavam os irmãos Daniel Ferreira Pereira e Jefferson Ferreira Pereira.
À época, os investigados eram defendidos pelo advogado Cláudio Freiria, que foi filmado conversando com dois investigadores em um posto de combustíveis. Na ocasião, ele ainda atuava no caso.
De acordo com a família, os policiais que apareciam nas imagens teriam cobrado R$ 150 mil para encerrar a investigação. Ainda segundo a denúncia, Freiria teria participado das negociações sobre a divisão do valor.
Conforme a representação apresentada à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, a família decidiu não pagar a quantia e levou o caso às autoridades.
A apuração também indica que Freiria trabalhou anteriormente na mesma delegacia que o delegado e os investigadores citados.
Pela decisão judicial, o veículo deveria ser utilizado exclusivamente em atividades de investigação ou repressão a crimes. No entanto, segundo depoimento de Jefferson Ferreira, o carro vinha sendo usado para fins particulares pelo delegado.
O caso é investigado pela Corregedoria, que analisa as provas apresentadas e apura possível uso irregular de bem apreendido.
Advogados de suspeitos que denunciaram propina a policiais em SP dizem sofrer ameaçasDefesa de irmãos presos com 148 kg de cocaína afirma ter recebido ameaças após troca de advogado; Justiça decretou sigilo no processoCidades2026-03-17T02:36:29.049ZAdvogados que assumiram a defesa de dois irmãos acusados de tráfico de drogas afirmam ter recebido ameaças envolvendo o caso. Segundo relatos apresentados durante audiência judicial, o , que atuava na defesa dos irmãos, teria intimidado colegas de profissão após deixar o caso. + Os advogados que passaram a atuar no processo afirmam ter recebido ligações e mensagens com ameaças. Um dos profissionais relatou ter recebido uma ligação de um número desconhecido, na qual foi pressionado a desistir de processos no estado. Outra advogada envolvida também demonstrou medo após os contatos e chegou a cogitar renunciar à defesa. Diante das denúncias e das ameaças relatadas, a Justiça determinou sigilo no processo, restringindo o acesso apenas aos advogados que atuam diretamente no caso. + Um dos profissionais registrou boletim de ocorrência relatando as ameaças. Procurada pela reportagem, uma das advogadas citadas preferiu não conceder entrevista. Entenda o caso No início de março, um apreendido durante operação no ABC Paulista que resultou na prisão de cinco suspeitos. Segundo denúncia da família de um dos investigados, o veículo teria sido oferecido como propina a policiais para encerrar a investigação. O carro, avaliado em cerca de R$ 200 mil, foi apreendido em novembro do ano passado na operação. Entre os presos estavam os irmãos Daniel Ferreira Pereira e Jefferson Ferreira Pereira. + À época, os investigados eram defendidos pelo advogado Cláudio Freiria, que foi filmado conversando com dois investigadores em um posto de combustíveis. Na ocasião, ele ainda atuava no caso. De acordo com a família, os policiais que apareciam nas imagens teriam cobrado R$ 150 mil para encerrar a investigação. Ainda segundo a denúncia, Freiria teria participado das negociações sobre a divisão do valor. Conforme a representação apresentada à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, a família decidiu não pagar a quantia e levou o caso às autoridades. A apuração também indica que Freiria trabalhou anteriormente na mesma delegacia que o delegado e os investigadores citados. Pela decisão judicial, o veículo deveria ser utilizado exclusivamente em atividades de investigação ou repressão a crimes. No entanto, segundo depoimento de Jefferson Ferreira, o carro vinha sendo usado para fins particulares pelo delegado. O caso é investigado pela Corregedoria, que analisa as provas apresentadas e apura possível uso irregular de bem apreendido.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/exclusivo-defesa-de-reus-que-denunciaram-pedido-de-propina-diz-estar-sofrendo-ameacas