Arthur Henrique é o mais votado para governador em Roraima
Candidato teve 160.004 votos, 60,87% do total; validade ainda depende de decisão da Justiça Eleitoral


Arthur Henrique é o mais votado para o cargo de governador na eleição suplementar de Roraima | Reprodução
O ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL) recebeu o maior número de votos na eleição suplementar para o governo de Roraima, realizada no domingo (21). Com 160.004 votos, o político somou 60,87% do total, ante 35,72% (93.897 votos) do atual governador interino, Soldado Sampaio (Republicanos).
O resultado, contudo, ainda depende de decisão judicial. Isso porque a candidatura de Arthur foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) após decisão do ministro Flávio Dino sobre as regras de desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos – isto é, o período em que os candidatos precisam sair do cargo que ocupam para disputar o pleito.
Como a defesa recorreu da decisão no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a chapa de Arthur e do Subtenente Velton (PL) participou do pleito sub judice – quando um candidato aguarda julgamento. Caso a candidatura do ex-prefeito seja confirmada pela Justiça Eleitoral, ele assumirá o governo de Roraima. Enquanto isso, Sampaio permanece no exercício interino do cargo.
“A Justiça Eleitoral aguarda a definição definitiva sobre o registro da candidatura pelas instâncias competentes, condição necessária para os desdobramentos previstos na legislação eleitoral”, disse o TSE.
Ao todo, 384.582 eleitores estavam aptos a votar na eleição suplementar. A votação ocorreu das 8h às 17h, em 1.483 seções eleitorais distribuídas por 350 locais de votação e nove zonas eleitorais. A disputa contou com três chapas, encabeçadas por Arthur Henrique (60,87% dos votos), Soldado Sampaio (35,72%) e Nelita Frank (PT) (3,40%).
O pleito foi convocado após decisão do TSE que cassou os mandatos do então governador Antonio Denarium (Republicanos) e do vice-governador Edilson Damião (União Brasil) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
A Corte concluiu que houve uso indevido da máquina pública durante a campanha de reeleição da chapa, incluindo a ampliação de programas sociais, distribuição de cestas básicas, repasses de recursos a municípios e outras irregularidades em período eleitoral. Na mesma decisão, Denarium foi declarado inelegível por oito anos.















