“Deixa Deus tocar no coração” de Dino, diz Weverton Rocha
Senador é investigado por suspeita de interferência em apuração sobre homicídio no Maranhão; ministro do STF é relator do caso
Jessica Cardoso, Murilo Fagundes
O senador Weverton Rocha | Reprodução/SBT News
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), investigado por suspeita de tentar interferir em uma investigação sobre um homicídio no Maranhão, afirmou nesta sexta-feira (14) que espera que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalie a possibilidade de deixar a relatoria do caso. “Deixa Deus tocar no coração dele”, disse o parlamentar ao ser questionado se Dino deveria se declarar impedido.
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Weverton afirmou que cabe ao próprio magistrado avaliar se deve atuar em um processo que envolva um “adversário, aliado, amigo, inimigo”. Dino foi governador do Maranhão e teve relações políticas com o senador. Weverton também foi relator, no Senado, da indicação de Dino para a vaga no STF.
“Eu acho que tem uma situação muito delicada no nosso estado e eu não quero fazer juízo de valor [...] Como é que eu viro investigado dele [Dino]. Eu acabei de ser relator dele no próprio Congresso, com a relação que a gente sempre teve de idas e vindas, às vezes juntos, às vezes separados. Nós estamos vivendo um momento muito difícil. É preciso ter muita tranquilidade. Vamos separar o joio do trigo. Aqui ninguém está fazendo juízo de valor, de nada. Pelo contrário. Eu só acho que a política precisa ser resolvida na política.”, afirmou a jornalistas.
Ao falar sobre a apuração, Weverton negou ter qualquer relação com uma suposta tentativa de interferência no chamado caso Tech Office. Segundo ele, na época do assassinato, em agosto de 2022, era candidato ao governo do Maranhão e não fazia parte do mesmo grupo político dos envolvidos no episódio.
O senador também negou ter mantido contato com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Humberto Martins, que era relator do caso de homicídio.
“Sobre a minha relação com possíveis magistrados, todos do Congresso Nacional sabem que eu já fui relator de vários projetos. Agora mesmo, na terça feira, de um projeto importante que, obviamente, você sempre tem diálogo institucional dentro de gabinete. [...] Eu acho que é forçação de barra. Eu repudio total e vou ficar com foco na minha campanha”, disse.
A investigação apura se Weverton usou sua proximidade com Humberto Martins para interferir na apuração do assassinato de João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho, de 46 anos. O executor, Gilbson Cesar Soares Cutrim Júnior, foi condenado em 2024 a 13 anos de prisão.
Dino tornou públicas nesta sexta-feira (14) diversas decisões relacionadas a investigações em andamento no Maranhão, que apuram suspeitas de obstrução de Justiça, corrupção e até a infiltração de um policial federal para repassar informações sigilosas a investigados.
Em uma das decisões, o ministro afirma que a análise de um celular apreendido de Weverton “revelou a existência de comunicações diretas” com o ministro do STJ, “mantidas de forma reiterada” entre 25 de janeiro de 2023 e 4 de outubro de 2025.
O celular de Weverton analisado pela PF havia sido apreendido em outra investigação, a Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. O relator desse caso no STF, ministro André Mendonça, autorizou o compartilhamento de informações do aparelho com a investigação sobre os fatos no Maranhão.
Weverton também é investigado no caso relacionado às fraudes no INSS. Ao ser questionado sobre eventual impacto político das duas apurações na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador afirmou que não há elementos concretos que o vinculem ao esquema e disse estar à disposição para prestar esclarecimentos.
“Eu respeito a Justiça. Todos têm o direito e o dever de ser investigados. E nós estamos sempre prontos para qualquer tipo de esclarecimento”, afirmou.
“Deixa Deus tocar no coração” de Dino, diz Weverton RochaSenador é investigado por suspeita de interferência em apuração sobre homicídio no Maranhão; ministro do STF é relator do casoPolítica2026-08-14T23:13:23.244ZO senador Weverton Rocha (PDT-MA), investigado por sobre um homicídio no Maranhão, afirmou nesta sexta-feira (14) que espera que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalie a possibilidade de deixar a relatoria do caso. “Deixa Deus tocar no coração dele”, disse o parlamentar ao ser questionado se Dino deveria se declarar impedido. Weverton afirmou que cabe ao próprio magistrado avaliar se deve atuar em um processo que envolva um “adversário, aliado, amigo, inimigo”. Dino foi governador do Maranhão e teve relações políticas com o senador. Weverton também foi relator, no Senado, da indicação de Dino para a vaga no STF. “Eu acho que tem uma situação muito delicada no nosso estado e eu não quero fazer juízo de valor [...] Como é que eu viro investigado dele [Dino]. Eu acabei de ser relator dele no próprio Congresso, com a relação que a gente sempre teve de idas e vindas, às vezes juntos, às vezes separados. Nós estamos vivendo um momento muito difícil. É preciso ter muita tranquilidade. Vamos separar o joio do trigo. Aqui ninguém está fazendo juízo de valor, de nada. Pelo contrário. Eu só acho que a política precisa ser resolvida na política.”, afirmou a jornalistas. Ao falar sobre a apuração, Weverton negou ter qualquer relação com uma suposta tentativa de interferência no chamado caso Tech Office. Segundo ele, na época do assassinato, em agosto de 2022, era candidato ao governo do Maranhão e não fazia parte do mesmo grupo político dos envolvidos no episódio. O senador também negou ter mantido contato com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Humberto Martins, que era relator do caso de homicídio. “Sobre a minha relação com possíveis magistrados, todos do Congresso Nacional sabem que eu já fui relator de vários projetos. Agora mesmo, na terça feira, de um projeto importante que, obviamente, você sempre tem diálogo institucional dentro de gabinete. [...] Eu acho que é forçação de barra. Eu repudio total e vou ficar com foco na minha campanha”, disse. A investigação apura se Weverton usou sua proximidade com Humberto Martins para interferir na apuração do assassinato de João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho, de 46 anos. O executor, Gilbson Cesar Soares Cutrim Júnior, foi condenado em 2024 a 13 anos de prisão. Dino tornou públicas nesta sexta-feira (14) diversas decisões relacionadas a investigações em andamento no Maranhão, que apuram suspeitas de obstrução de Justiça, corrupção e até a infiltração de um policial federal para repassar informações sigilosas a investigados. Em uma das decisões, o ministro afirma que a análise de um celular apreendido de Weverton “revelou a existência de comunicações diretas” com o ministro do STJ, “mantidas de forma reiterada” entre 25 de janeiro de 2023 e 4 de outubro de 2025. O celular de Weverton analisado pela PF havia sido apreendido em outra investigação, a Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. O relator desse caso no STF, ministro André Mendonça, autorizou o compartilhamento de informações do aparelho com a investigação sobre os fatos no Maranhão. Weverton também é investigado no caso relacionado às fraudes no INSS. Ao ser questionado sobre eventual impacto político das duas apurações na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador afirmou que não há elementos concretos que o vinculem ao esquema e disse estar à disposição para prestar esclarecimentos. “Eu respeito a Justiça. Todos têm o direito e o dever de ser investigados. E nós estamos sempre prontos para qualquer tipo de esclarecimento”, afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/deixa-deus-tocar-no-coracao-de-dino-diz-weverton-rocha
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