Política

Bolsonaro pede ao STF para ser atendido por mulher de Flávio

Ex-presidente quer passar por consulta odontológica com Fernanda Bolsonaro; ele está em prisão domiciliar e precisa de autorização de Alexandre de Moraes

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José Matheus Santos
Bolsonaro é ouvido na cadeia por chamar Lula de “cachaça” e associar presidente ao tráfico | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Bolsonaro é ouvido na cadeia por chamar Lula de “cachaça” e associar presidente ao tráfico | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu autorização ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para passar por uma consulta odontológica com sua nora, Fernanda Bolsonaro. Ela é esposa de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência.

Segundo o pedido enviado pelos advogados de Bolsonaro, o atendimento aconteceria na sexta-feira (21), em Brasília.

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Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, desde 25 de novembro de 2025, por tentativa de golpe de Estado.

Em março deste ano, Moraes autorizou que a pena continuasse a ser cumprida em prisão domiciliar humanitária, inicialmente por 90 dias, devido aos problemas de saúde do ex-presidente.

A prisão domiciliar, porém, foi acompanhada de uma série de condições. Entre elas estão a proibição de usar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros, e de utilizar celular, telefone ou outros meios de comunicação externa. Também foi proibida a gravação de conteúdos audiovisuais, diretamente ou por intermédio de terceiros.

Em 17 de julho, Moraes tomou nova decisão após reconhecer a participação de Bolsonaro na preparação de carta divulgada por Flávio nas redes sociais, o que, segundo o ministro, infringiria as condições da prisão domiciliar. Moraes suspendeu, então, o direito do ex-presidente de receber visitas, com exceção de atendimentos médicos, fisioterapêuticos e de seus advogados.

Também proibiu, até o fim das eleições de 2026, visitas com finalidade político-eleitoral e a produção ou divulgação de manifestos dessa natureza, inclusive por terceiros.

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