Petrobras encontra indícios de petróleo na Margem Equatorial
Empresa identificou a presença de hidrocarbonetos em águas profundas do Amapá; confirmação de presença de petróleo o gás ainda depende de testes
A
André Barbeiro , Artur Maldaner
Foto: Agência Petrobras
A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial brasileira.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
🔎 Hidrocarbonetos são compostos orgânicos formados exclusivamente por carbono e hidrogênio. Eles são a base da composição do petróleo e do gás natural e estão presentes em produtos utilizados no dia a dia, como gasolina, diesel e gás de cozinha.
O poço, denominado Morpho (1-BRSA-1405-APS), está a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma área com lâmina d’água de 2.886 metros.
Segundo a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha. As operações de perfuração ainda estão em andamento e têm como objetivo dar continuidade à avaliação exploratória da área.
Em nota, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a identificação confirma as expectativas da companhia em relação ao potencial da Margem Equatorial.
“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, afirmou.
A estatal informou que as atividades no bloco seguem procedimentos voltados à segurança das operações e ao respeito ao meio ambiente e às pessoas.
Exploração na Margem Equatorial
A atuação no bloco FZA-M-59 faz parte da estratégia da Petrobras de recompor as reservas de petróleo e gás por meio da exploração de áreas consideradas de fronteira. Segundo a companhia, a iniciativa busca contribuir para o atendimento da demanda nacional de energia durante o processo de transição energética.
A Petrobras é a operadora do bloco e possui 100% de participação na área. O FZA-M-59 foi adquirido pela companhia na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013, sob o regime de concessão.
A identificação de hidrocarbonetos no poço representa uma etapa da atividade exploratória. A continuidade da perfuração e das avaliações técnicas será necessária para determinar as características e o potencial da ocorrência.
Pressão política
A foz do Rio Amazonas já foi palco de perfurações por parte da Petrobrás. Em novembro de 2025, a estatal recebeu licença do Ibama para perfurar um poço em águas profundas do Amapá.
À época, o anúncio atraiu críticas ao governo Lula por parte de ambientalistas e organizações da sociedade civil, que buscaram a Justiça para a suspensão da licença de perfuração.
Naquele momento, o presidente defendeu a exploração de petróleo na área, afirmando que isso poderia financiar a transição para a energia renovável.
"Uma das formas que eu tenho dito é que a gente tem que utilizar o dinheiro do petróleo para consolidar a chamada de transição energética do planeta Terra, porque a Petrobras é uma empresa que vai aos poucos deixando de ter uma empresa de petróleo para ser uma empresa de energia", disse em coletiva na Indonésia.
O presidente também destacou o papel da Petrobras nesse processo, afirmando que é uma das empresas com “mais expertise de prospectar petróleo em águas profundas sem nenhum dano".
Apesar das críticas de ambientalistas, a questão da exploração de petróleo na região também tem gerado forte pressão da bancada do Amapá, que deseja o avanço das pesquisas na costa brasileira. Um dos principais entusiastas é justamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP).
"Hoje é um dia histórico para o Amapá e para o Brasil. Um dia que confirma aquilo em que sempre acreditamos: o Amapá é gigante e tem muito a contribuir para o desenvolvimento do nosso país. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil", disse o senador, en nota, logo após a divulgação do achado pela Petrobras.
Petrobras encontra indícios de petróleo na Margem EquatorialEmpresa identificou a presença de hidrocarbonetos em águas profundas do Amapá; confirmação de presença de petróleo o gás ainda depende de testes
Brasil2026-08-14T22:12:30.165ZA identificou a presença de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial brasileira. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. 🔎 Hidrocarbonetos são compostos orgânicos formados exclusivamente por carbono e hidrogênio. Eles são a base da composição do petróleo e do gás natural e estão presentes em produtos utilizados no dia a dia, como gasolina, diesel e gás de cozinha. O poço, denominado Morpho (1-BRSA-1405-APS), está a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma área com lâmina d’água de 2.886 metros. Segundo a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha. As operações de perfuração ainda estão em andamento e têm como objetivo dar continuidade à avaliação exploratória da área. Em nota, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a identificação confirma as expectativas da companhia em relação ao potencial da Margem Equatorial. “Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, afirmou. A estatal informou que as atividades no bloco seguem procedimentos voltados à segurança das operações e ao respeito ao meio ambiente e às pessoas. Exploração na Margem Equatorial A atuação no bloco FZA-M-59 faz parte da estratégia da Petrobras de recompor as reservas de petróleo e gás por meio da exploração de áreas consideradas de fronteira. Segundo a companhia, a iniciativa busca contribuir para o atendimento da demanda nacional de energia durante o processo de transição energética. A Petrobras é a operadora do bloco e possui 100% de participação na área. O FZA-M-59 foi adquirido pela companhia na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013, sob o regime de concessão. A identificação de hidrocarbonetos no poço representa uma etapa da atividade exploratória. A continuidade da perfuração e das avaliações técnicas será necessária para determinar as características e o potencial da ocorrência. Pressão política A foz do Rio Amazonas já foi palco de perfurações por parte da Petrobrás. Em novembro de 2025, a estatal recebeu licença do Ibama para perfurar um poço em águas profundas do Amapá. À época, o anúncio atraiu críticas ao governo Lula por parte de ambientalistas e organizações da sociedade civil, que buscaram a Justiça para a suspensão da licença de perfuração. A decisão também foi vista como contraditória, tanto pela proximidade com a , em Belém (PA), quanto pela posição favorável de Lula à transição energética. Naquele momento, o presidente defendeu a exploração de petróleo na área, afirmando que isso poderia financiar a transição para a energia renovável. "Uma das formas que eu tenho dito é que a gente tem que utilizar o dinheiro do petróleo para consolidar a chamada de transição energética do planeta Terra, porque a Petrobras é uma empresa que vai aos poucos deixando de ter uma empresa de petróleo para ser uma empresa de energia", disse em coletiva na Indonésia. O presidente também destacou o papel da Petrobras nesse processo, afirmando que é uma das empresas com “mais expertise de prospectar petróleo em águas profundas sem nenhum dano". Apesar das críticas de ambientalistas, a questão da exploração de petróleo na região também tem gerado forte pressão da bancada do Amapá, que deseja o avanço das pesquisas na costa brasileira. Um dos principais entusiastas é justamente o presidente do Senado, . "Hoje é um dia histórico para o Amapá e para o Brasil. Um dia que confirma aquilo em que sempre acreditamos: o Amapá é gigante e tem muito a contribuir para o desenvolvimento do nosso país. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil", disse o senador, en nota, logo após a divulgação do achado pela Petrobras. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/petrobras-descobre-indicios-de-petroleo-na-margem-equatorial
Ataque atribuído à Ucrânia atinge shopping em Donetsk
Informação foi divulgada pelas agências de notícias estatais de Moscou TASS e RIA; região é ocupada pela Rússia desde 2014 e foi anexada oficialmente em 2022
MP dá 5 dias para governo de SP explicar abordagem a Haddad
Investigação atende a pedido de coligação que aponta possível uso da máquina pública, abuso de poder político e retaliação eleitoral, após críticas em debate
Governo prevê 3 meses para definir reciprocidade contra EUA
Brasil avalia que novas tarifas só devem ser aplicadas se a Casa Branca fizer novas investidas; telefonema para Trump e recado em discurso na ONU estão no radar