Petrobras manterá estratégia de preços com subvenção
Estatal diz que ajuda do governo reduz custo dos combustíveis para clientes e não sinaliza mudança na política de gasolina e diesel
Caio Barcellos
Petrobras manterá estratégia de preços com subvenção | Petrobras / Divulgação
A Petrobras afirmou nesta sexta-feira (7) que manterá sua estratégia de preços de combustíveis mesmo diante da volatilidade do petróleo no mercado internacional. Segundo a companhia, a subvenção paga pelo governo federal reduz o custo percebido pelos clientes e ajuda a preservar os valores praticados no mercado interno.
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A diretora-executiva de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano, disse que a política comercial permanece inalterada. A declaração foi dada durante a coletiva sobre os resultados do 2º trimestre, ao ser questionada sobre a defasagem do diesel em relação às referências internacionais e a possibilidade de reajustes no curto prazo.
“Hoje a subvenção faz com que o custo percebido pelo cliente seja inferior”, afirmou Laureano. Segundo ela, apesar do benefício, a Petrobras continua utilizando a mesma estratégia de precificação.
A discussão ganhou força com as oscilações recentes do petróleo, com o barril do Brent (preço de referência internacional) chegando a superar US$ 100 no fim de julho em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
A Petrobras aderiu ao programa em março, inicialmente para o diesel, e posteriormente passou a participar também das modalidades para gasolina e GLP. No modelo atual, a estatal concede o desconto previsto nas vendas e recebe da União a compensação correspondente.
No segundo trimestre, a Petrobras teve R$ 9,73 bilhões em subvenções relacionadas à comercialização de diesel, montante que corresponde a cerca de 25% da receita da estatal com a venda do combustível no mercado interno no período, segundo o relatório financeiro da estatal.
Também foram registrados R$ 816 milhões referentes à gasolina e R$ 84 milhões ao gás liquefeito de petróleo (GLP). Em dólares, o relatório financeiro contabiliza US$ 1,92 bilhão em subvenções ao diesel, US$ 159 milhões à gasolina e US$ 17 milhões ao gás de cozinha.
No acumulado do primeiro semestre, os benefícios contabilizados pela Petrobras somaram cerca de R$ 11,3 bilhões. O diesel respondeu por aproximadamente 92% desse valor.
Os números registrados pela estatal não correspondem necessariamente ao que já foi desembolsado pelo Tesouro, visto que a empresa reconhece contabilmente valores que ainda tem a receber do programa.
No segundo trimestre, por exemplo, a Petrobras informou que o aumento das contas a receber relacionadas à subvenção teve impacto de US$ 1,9 bilhão sobre seu capital de giro.
Laureano também afirmou que a Petrobras pretende atender a maior parte possível de sua demanda com combustível produzido nas próprias refinarias. Atualmente, segundo a executiva, a companhia responde por cerca de 70% a 75% do mercado brasileiro.
As importações necessárias para agosto e setembro têm origem principalmente na Índia e no Golfo do México. A diretora disse que a Petrobras recorre ao produto estrangeiro de acordo com as condições de mercado, mas procura priorizar o refino nacional diante dos preços elevados do diesel importado.
As refinarias da estatal alcançaram fator de utilização de 101,2% no 2º trimestre. A produção de derivados aumentou 5,6% em relação aos primeiros 3 meses do ano, reduzindo a necessidade de compras no exterior.
A Petrobras encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, alta de 97% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado foi favorecido pelo aumento da produção e das exportações de petróleo, pela maior atividade das refinarias e pela valorização do Brent. Em dólares, o lucro atribuído aos acionistas da companhia chegou a US$ 10,4 bilhões.
A produção própria de petróleo no Brasil chegou a 2,7 milhões de barris por dia, 15% acima do registrado no 2º trimestre de 2025. As exportações se aproximaram de 1 milhão de barris diários, enquanto a maior produção de derivados reduziu em 40% a necessidade de importações na comparação com os 3 primeiros meses do ano.
Os investimentos somaram R$ 26,7 bilhões no trimestre, com 82% dos recursos destinados à área de Exploração e Produção. Em dólares, foram US$ 5,3 bilhões, alta de 19,6% ante o mesmo período de 2025.
A companhia também aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao resultado do período. A dívida bruta terminou junho em US$ 70,8 bilhões, enquanto a dívida líquida caiu para US$ 60,4 bilhões.
Petrobras manterá estratégia de preços com subvençãoEstatal diz que ajuda do governo reduz custo dos combustíveis para clientes e não sinaliza mudança na política de gasolina e dieselEconomia2026-08-07T19:30:43.610ZA Petrobras afirmou nesta sexta-feira (7) que manterá sua estratégia de preços de combustíveis mesmo diante da volatilidade do petróleo no mercado internacional. Segundo a companhia, a subvenção paga pelo governo federal reduz o custo percebido pelos clientes e ajuda a preservar os valores praticados no mercado interno. A diretora-executiva de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano, disse que a política comercial permanece inalterada. A declaração foi dada durante a coletiva sobre os resultados do 2º trimestre, ao ser questionada sobre a defasagem do diesel em relação às referências internacionais e a possibilidade de reajustes no curto prazo. “Hoje a subvenção faz com que o custo percebido pelo cliente seja inferior”, afirmou Laureano. Segundo ela, apesar do benefício, a Petrobras continua utilizando a mesma estratégia de precificação. A discussão ganhou força com as oscilações recentes do petróleo, com o barril do Brent (preço de referência internacional) chegando a superar US$ 100 no fim de julho em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A Petrobras aderiu ao programa em março, inicialmente para o diesel, e posteriormente passou a participar também das modalidades para gasolina e GLP. No modelo atual, a estatal concede o desconto previsto nas vendas e recebe da União a compensação correspondente. No segundo trimestre, a Petrobras teve R$ 9,73 bilhões em subvenções relacionadas à comercialização de diesel, montante que corresponde a cerca de 25% da receita da estatal com a venda do combustível no mercado interno no período, segundo o relatório financeiro da estatal. Também foram registrados R$ 816 milhões referentes à gasolina e R$ 84 milhões ao gás liquefeito de petróleo (GLP). Em dólares, o relatório financeiro contabiliza US$ 1,92 bilhão em subvenções ao diesel, US$ 159 milhões à gasolina e US$ 17 milhões ao gás de cozinha. No acumulado do primeiro semestre, os benefícios contabilizados pela Petrobras somaram cerca de R$ 11,3 bilhões. O diesel respondeu por aproximadamente 92% desse valor. Os números registrados pela estatal não correspondem necessariamente ao que já foi desembolsado pelo Tesouro, visto que a empresa reconhece contabilmente valores que ainda tem a receber do programa. No segundo trimestre, por exemplo, a Petrobras informou que o aumento das contas a receber relacionadas à subvenção teve impacto de US$ 1,9 bilhão sobre seu capital de giro. Petrobras prioriza produção própria Laureano também afirmou que a Petrobras pretende atender a maior parte possível de sua demanda com combustível produzido nas próprias refinarias. Atualmente, segundo a executiva, a companhia responde por cerca de 70% a 75% do mercado brasileiro. As importações necessárias para agosto e setembro têm origem principalmente na Índia e no Golfo do México. A diretora disse que a Petrobras recorre ao produto estrangeiro de acordo com as condições de mercado, mas procura priorizar o refino nacional diante dos preços elevados do diesel importado. As refinarias da estatal alcançaram fator de utilização de 101,2% no 2º trimestre. A produção de derivados aumentou 5,6% em relação aos primeiros 3 meses do ano, reduzindo a necessidade de compras no exterior. Lucro quase dobra no 2º trimestre A Petrobras encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, alta de 97% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi favorecido pelo aumento da produção e das exportações de petróleo, pela maior atividade das refinarias e pela valorização do Brent. Em dólares, o lucro atribuído aos acionistas da companhia chegou a US$ 10,4 bilhões. A produção própria de petróleo no Brasil chegou a 2,7 milhões de barris por dia, 15% acima do registrado no 2º trimestre de 2025. As exportações se aproximaram de 1 milhão de barris diários, enquanto a maior produção de derivados reduziu em 40% a necessidade de importações na comparação com os 3 primeiros meses do ano. Os investimentos somaram R$ 26,7 bilhões no trimestre, com 82% dos recursos destinados à área de Exploração e Produção. Em dólares, foram US$ 5,3 bilhões, alta de 19,6% ante o mesmo período de 2025. A companhia também aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao resultado do período. A dívida bruta terminou junho em US$ 70,8 bilhões, enquanto a dívida líquida caiu para US$ 60,4 bilhões.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/petrobras-mantera-estrategia-de-precos-com-subvencao
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