OEA firma acordo para observar eleições no Brasil
Missão será chefiada por José Miguel Insulza e acompanhará o processo eleitoral brasileiro em meio às tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos

Albert R. Ramdin, Secretário-Geral da OEA. | Foto: Reprodução/Ministerio de Defensa del Perú
A Organização dos Estados Americanos (OEA) firmou um acordo com o governo brasileiro para acompanhar as eleições deste ano. O documento foi assinado nesta quinta-feira (13), na sede da organização, em Washington, D.C., pelo secretário-geral da OEA, Albert R. Ramdin, e pelo representante permanente do Brasil junto à entidade, Benoni Belli.
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O secretário-geral Albert R. Ramdin nomeou José Miguel Insulza como chefe da missão. Ele será responsável pelas atividades de acompanhamento da organização. Desde 2018, a OEA observou quatro processos eleitorais no Brasil.
O acordo foi firmado em meio à relação conturbada entre Brasil e Estados Unidos, sobretudo por causa das tarifas às exportações brasileiras impostas pelo presidente Donald Trump.
Em resposta, o governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para tratar das tarifas norte-americanas e tentar amenizar o impacto financeiro. Os Estados Unidos aceitaram o pedido e vão negociar.
Mesmo com a sinalização para as tratativas, as relações diplomáticas entre os países permanecem incertas. Os EUA cancelaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A decisão foi tomada em resposta ao que o governo Trump considerou uma demora do governo brasileiro em conceder o agrément, aprovação diplomática formal necessária para que um embaixador estrangeiro assuma o cargo, a Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump para representar os Estados Unidos no Brasil.
Além disso, o presidente Lula tem elevado o tom contra o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, braço direito de Donald Trump. Lula acusou Rubio de ser "bolsonarista", o que, segundo ele, explicaria o tarifaço e outras ações adotadas contra o Brasil.
O presidente também voltou a mencionar o fato de Rubio ser filho de imigrantes cubanos e afirmou que o secretário é um "latino-americano frustrado".













