EUA dizem que domínio nas Américas 'não será questionado'
Departamento de Estado norte-americano resgata Doutrina Monroe em vídeo publicado em meio a tensões comerciais na região
SBT News
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | REUTERS/Evelyn Hockstein
O governo dos Estados Unidos voltou a recorrer à Doutrina Monroe para defender a posição do país no Hemisfério Ocidental. Em um vídeo publicado nesta terça-feira (11), o Departamento de Estado afirmou que o "domínio americano" na região "nunca mais será questionado".
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Com pouco mais de cinco minutos, a gravação relembra a política formulada em 1823 pelo então presidente James Monroe. Na época, os Estados Unidos se posicionaram contra novas tentativas de colonização e interferência de potências europeias nas Américas.
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A publicação ocorre em um momento de tensão nas relações comerciais dos EUA com países da região. Na segunda-feira (10), a China pediu para participar das consultas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar tarifas impostas pelo governo americano sobre produtos brasileiros.
No pedido, Pequim afirmou ter "interesse comercial substancial" na disputa. O Brasil havia solicitado as consultas à OMC em 27 de julho, questionando medidas tarifárias adotadas pelos EUA contra produtos brasileiros.
O que diz o vídeo?
O vídeo é narrado pelo embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Marino Cabrera, e apresenta a Doutrina Monroe como uma linha contínua da política norte-americana para o Hemisfério Ocidental. A gravação relembra a origem da doutrina, em 1823, e mostra como ela foi ampliada ao longo de mais de dois séculos.
A publicação recorda que o então presidente James Monroe declarou que as potências europeias não deveriam promover novas colonizações nem interferir nos países das Américas. Inicialmente apresentada como uma forma de impedir novas investidas europeias no continente, a doutrina passou a assumir um caráter mais intervencionista nas décadas seguintes.
Um dos principais marcos citados é o chamado Corolário Roosevelt, formulado durante o governo de Theodore Roosevelt. A interpretação ampliou a Doutrina Monroe e passou a justificar intervenções dos Estados Unidos em países latino-americanos diante de situações consideradas de instabilidade.
O vídeo também relembra episódios como a Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962, e a atuação do governo Ronald Reagan contra governos e grupos alinhados à União Soviética na América Latina. A narrativa apresenta esses momentos como exemplos da continuidade da estratégia norte-americana de preservar sua influência na região.
Na parte final, a gravação relaciona a Doutrina Monroe à atual política externa do governo Donald Trump e cita ações recentes dos Estados Unidos no continente. O vídeo termina com a afirmação de que o "domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado", apresentando a doutrina como uma das bases da estratégia dos EUA para as Américas até os dias atuais.
EUA dizem que domínio nas Américas 'não será questionado'Departamento de Estado norte-americano resgata Doutrina Monroe em vídeo publicado em meio a tensões comerciais na regiãoMundo2026-08-11T20:14:42.704ZO governo dos Estados Unidos voltou a recorrer à Doutrina Monroe para defender a posição do país no Hemisfério Ocidental. Em um vídeo publicado nesta terça-feira (11), o Departamento de Estado afirmou que o "domínio americano" na região "nunca mais será questionado". Com pouco mais de cinco minutos, a gravação relembra a política formulada em 1823 pelo então presidente James Monroe. Na época, os Estados Unidos se posicionaram contra novas tentativas de colonização e interferência de potências europeias nas Américas. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A publicação ocorre em um momento de tensão nas relações comerciais dos EUA com países da região. Na segunda-feira (10), a China pediu para participar das consultas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar tarifas impostas pelo governo americano sobre produtos brasileiros. No pedido, Pequim afirmou ter "interesse comercial substancial" na disputa. O Brasil havia solicitado as consultas à OMC em 27 de julho, questionando medidas tarifárias adotadas pelos EUA contra produtos brasileiros. O que diz o vídeo? O vídeo é narrado pelo embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Marino Cabrera, e apresenta a Doutrina Monroe como uma linha contínua da política norte-americana para o Hemisfério Ocidental. A gravação relembra a origem da doutrina, em 1823, e mostra como ela foi ampliada ao longo de mais de dois séculos. A publicação recorda que o então presidente James Monroe declarou que as potências europeias não deveriam promover novas colonizações nem interferir nos países das Américas. Inicialmente apresentada como uma forma de impedir novas investidas europeias no continente, a doutrina passou a assumir um caráter mais intervencionista nas décadas seguintes. Um dos principais marcos citados é o chamado Corolário Roosevelt, formulado durante o governo de Theodore Roosevelt. A interpretação ampliou a Doutrina Monroe e passou a justificar intervenções dos Estados Unidos em países latino-americanos diante de situações consideradas de instabilidade. O vídeo também relembra episódios como a Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962, e a atuação do governo Ronald Reagan contra governos e grupos alinhados à União Soviética na América Latina. A narrativa apresenta esses momentos como exemplos da continuidade da estratégia norte-americana de preservar sua influência na região. Na parte final, a gravação relaciona a Doutrina Monroe à atual política externa do governo Donald Trump e cita ações recentes dos Estados Unidos no continente. O vídeo termina com a afirmação de que o "domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado", apresentando a doutrina como uma das bases da estratégia dos EUA para as Américas até os dias atuais. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-dizem-que-dominio-nas-americas-nao-sera-questionado
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