"Há mais envolvidos soltos", afirma família sobre agressão de ex-piloto Pedro Turra
Pai e irmã falam pela primeira vez depois da morte do adolescente e cobram avanço nas investigações no DF
SBT Notícias
O pai e a irmã de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, falaram pela primeira vez após a morte do adolescente, pela qual o ex-piloto Pedro Turra é réu. A família afirma que há mais pessoas envolvidas na agressão que ainda estão em liberdade. O crime ocorreu em janeiro, no Distrito Federal.
Ricardo Castanheira, pai de Rodrigo, disse que a família vive uma dor contínua desde o dia do ataque. "Eu considero que já tem mais de um mês que eu não vejo meu filho. O que estava ali no hospital não era meu filho. Ele era uma pessoa feliz", afirmou.
A irmã, Isabella Castanheira, também relatou o impacto da morte do jovem na rotina da família. "Era para eu me mudar hoje de Brasília para fazer estágio fora. Mas, se a medicina não pode salvar meu irmão, por que eu vou me formar?", disse.
A família cobra avanço nas investigações e a responsabilização de todos os envolvidos. Segundo os parentes, a repercussão do caso tem ajudado a manter a pressão por justiça.
Após a repercussão, vieram à tona outros relatos envolvendo Pedro Turra. Entre eles, a agressão a um homem de 50 anos após um acidente de trânsito. Uma jovem de 18 anos também denunciou o ex-piloto por forçá-la a ingerir bebida alcoólica quando ainda era menor de idade.
Relembre o caso
A agressão ocorreu na madrugada de 23 de janeiro, em frente a um condomínio em Vicente Pires, Distrito Federal. Rodrigo foi atingido, bateu a cabeça na porta de um carro e sofreu traumatismo craniano. Ele morreu após 16 dias internado na UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras, onde permaneceu em coma desde o dia do ataque.
Pedro Turra responde por homicídio doloso. Ele chegou a ser preso em flagrante, foi liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil e voltou a ser preso no dia 30 de janeiro. A prisão preventiva foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a agressão pode ter sido premeditada e contado com a participação de outras pessoas. Inicialmente, o caso foi tratado como um desentendimento banal.
Depois, a investigação passou a apurar se o ataque teria relação com a aproximação de Rodrigo, pelas redes sociais, de uma ex-namorada de um amigo de Turra. Esse jovem teria pedido ao ex-piloto que fosse ao local para "dar um susto" no adolescente.









