STJ mantém prisão de ex-piloto Pedro Turra acusado de matar adolescente em Brasília
Ministro Messod Azulay Neto negou habeas corpus e determinou continuidade da prisão preventiva
A
Agência Brasil
18/02/2026, 22:54 • Atualizado em 18/02/2026, 22:54
compartilhar
Ex-piloto de automobilismo Pedro Turra | PCDF/Divulgação
O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter a prisão preventiva do ex-piloto de automobilismo Pedro Turra, acusado de espancar e provocar a morte de um adolescente de 16 anos em Brasília.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A decisão foi proferida na sexta-feira (13) e divulgada nesta quarta-feira (18). Essa é a segunda vez que o pedido de habeas corpus da defesa é negado.
Em sua análise, o ministro considerou que o pedido estava prejudicado por questões processuais. Isso porque o recurso contestava uma decisão individual de um desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
No entanto, essa decisão já havia sido confirmada pela turma do tribunal na quinta-feira (12). Segundo o ministro, o recurso deveria ter sido direcionado contra a decisão colegiada, e não contra a decisão individual. Com isso, o STJ rejeitou o pedido e manteve a prisão preventiva.
De acordo com o Ministério Público, o piloto é acusado de provocar a morte de um adolescente durante uma briga ocorrida em janeiro deste ano. Segundo a denúncia, Turra deu um soco no rosto do jovem, que ficou internado por duas semanas em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e morreu no dia 7.
As investigações da Polícia Civil apontam que a agressão ocorreu após um desentendimento envolvendo um chiclete arremessado em um amigo da vítima. Com o avanço da apuração, os investigadores indicaram que a briga teria sido premeditada e contou com a participação de outras pessoas ligadas ao piloto.
O que a defesa alega?
No STJ, os advogados de Pedro Turra afirmaram que o caso não atende aos requisitos legais para a prisão preventiva. A defesa também alegou que o piloto estaria sofrendo ameaças dentro do presídio e que haveria risco à sua integridade física.
Relembre
A briga ocorreu em Vicente Pires, na madrugada de 23 de janeiro. Pedro Turra agrediu o adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, em frente a um condomínio em Brasília. A vítima bateu a cabeça na porta de um carro e teve traumatismo craniano.
Turra chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil. Voltou a ser alvo de prisão em 30/1. Com a repercussão, surgiram pelo menos outras três ocorrências de agressão envolvendo o ex-piloto.
Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, segue preso na Papuda | Reprodução
Após o caso, a Polícia Civil (PCDF) apontou uma reviravolta na investigação. Inicialmente, o motivo do ataque de Turra ao adolescente seria por causa de um chiclete.
Segundo a apuração, a nova linha de investigação indica que Castanheira teria se aproximado, pelas redes sociais, de uma ex-namorada de um amigo de Turra, também piloto. Incomodado com a situação, esse jovem teria pedido ao agressor que fosse até o local para "dar um susto" no adolescente.
A polícia avalia que essa mudança de motivação altera de forma significativa o enquadramento do caso. Se confirmada, a agressão deixa de ser tratada como um ato impulsivo ou banal e passa a ser considerada uma ação premeditada — uma emboscada por ciúmes —, praticada com a participação de pelo menos duas pessoas.
Rodrigo Castanheira morreu após 16 dias de internação na UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras. Ele ficou em coma profundo desde o dia do ataque.
STJ mantém prisão de ex-piloto Pedro Turra acusado de matar adolescente em BrasíliaMinistro Messod Azulay Neto negou habeas corpus e determinou continuidade da prisão preventivaBrasil2026-02-18T22:54:26.611ZO ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter a prisão preventiva do ex-piloto de automobilismo , acusado de espancar e provocar a morte de um adolescente de 16 anos em Brasília. A decisão foi proferida na sexta-feira (13) e divulgada nesta quarta-feira (18). Essa é a segunda vez que o pedido de habeas corpus da defesa é negado. Em sua análise, o ministro considerou que o pedido estava prejudicado por questões processuais. Isso porque o recurso contestava uma decisão individual de um desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). + No entanto, essa decisão já havia sido confirmada pela turma do tribunal na quinta-feira (12). Segundo o ministro, o recurso deveria ter sido direcionado contra a decisão colegiada, e não contra a decisão individual. Com isso, o STJ rejeitou o pedido e manteve a prisão preventiva. Pedro Turra segue detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele , quando há intenção de matar. + De acordo com o Ministério Público, o piloto é acusado de provocar a morte de um adolescente durante uma briga ocorrida em janeiro deste ano. Segundo a denúncia, Turra deu um soco no rosto do jovem, que ficou internado por duas semanas em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e morreu no dia 7. As investigações da Polícia Civil apontam que a agressão ocorreu após um desentendimento envolvendo um chiclete arremessado em um amigo da vítima. Com o avanço da apuração, os e contou com a participação de outras pessoas ligadas ao piloto. O que a defesa alega? No STJ, os advogados de Pedro Turra afirmaram que o caso não atende aos requisitos legais para a prisão preventiva. A defesa também alegou que o piloto estaria sofrendo ameaças dentro do presídio e que haveria risco à sua integridade física.
Relembre A briga ocorreu em Vicente Pires, na madrugada de 23 de janeiro. Pedro Turra agrediu o adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, em frente a um condomínio em Brasília. A vítima bateu a cabeça na porta de um carro e teve traumatismo craniano. Turra chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil. . Com a repercussão, surgiram pelo menos outras três ocorrências de agressão envolvendo o ex-piloto. Após o caso, a Polícia Civil (PCDF) apontou uma reviravolta na investigação. Inicialmente, o motivo do ataque de Turra ao adolescente seria por causa de um chiclete. Segundo a apuração, a nova linha de investigação indica que Castanheira teria se aproximado, pelas redes sociais, de uma ex-namorada de um amigo de Turra, também piloto. Incomodado com a situação, esse jovem teria pedido ao agressor que fosse até o local para "dar um susto" no adolescente. + A polícia avalia que essa mudança de motivação altera de forma significativa o enquadramento do caso. Se confirmada, a agressão deixa de ser tratada como um ato impulsivo ou banal e passa a ser considerada uma ação premeditada — uma emboscada por ciúmes —, praticada com a participação de pelo menos duas pessoas. Rodrigo Castanheira morreu após 16 dias de internação na UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras. Ele ficou em coma profundo desde o dia do ataque.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/stj-mantem-prisao-de-ex-piloto-pedro-turra-acusado-de-matar-adolescente-em-brasilia
Menina de nove anos está entre as vítimas; ela teria sido morta depois que tiros foram disparados contra um acampamento de barracas em um campo de refugiados