Brasileiro pró-Trump preso pelo ICE teve fiança negada, diz amigo
Junior Pena foi detido após deixar de comparecer a uma audiência relacionada a multa de trânsito; ele acreditava que sessão havia sido remarcada

Sofia Pilagallo
O influenciador brasileiro Junior Pena, apoiador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que foi preso pelo serviço de imigração dos EUA (ICE), teve a possibilidade de fiança negada pela Justiça norte-americana . A informação foi revelada pelo amigo dele, o também brasileiro Maycon MacDowel, por meio das redes sociais.
Junior foi preso no início deste mês após deixar de comparecer a uma audiência relacionada a uma multa de trânsito. Ele acreditava erroneamente que a sessão havia sido remarcada. O brasileiro também não tinha o green card e estava no processo de adquirir o documento, que autoriza estrangeiros a viverem legalmente nos EUA.
Segundo Maycon, a decisão sobre a fiança foi tomada na semana passada. Ele explicou que, geralmente, a concessão da medida é negada em duas circunstâncias: quando o acusado é considerado uma pessoa perigosa, com uma extensa ficha criminal, ou quando o juiz acredita que o réu não comparecerá em futuras audiências.
"Se você já teve uma audiência antes [a] que não compareceu, eles também podem usar isso contra você. A próxima etapa agora é fazer uma apelação em que você pede outra audiência, com outro juiz e apresenta ali o caso. Esse juiz vai determinar se você terá direito a fiança ou não", afirmou Maycon em vídeo publicado nas redes sociais.
"Se na segunda audiência ele não tiver direito à fiança, eu não sei qual será o próximo passo a ser tomado. Isso a advogada vai ter que que esclarecer. Se ela autorizar [o repasse das informações], eu passo para vocês. A única coisa que posso falar neste momento é que a fiança foi negada", acrescentou.
Junior acumula mais de 480 mil seguidores no Instagram e ficou conhecido nas redes sociais por compartilhar conteúdos sobre a rotina de imigrantes nos EUA e dicas sobre trabalho e adaptação no país. Ele vive no estado de New Jersey há cerca de 17 anos e conciliava a produção de conteúdo digital com seu trabalho na construção civil.
Em publicações recentes, Junior saiu em defesa do trabalho do ICE, afirmando que apenas as pessoas que faziam "coisa errada" eram presas nos EUA e que aqueles que tinham ido ao país para trabalhar poderiam ficar despreocupados. As declarações ganharam repercussão após a confirmação da detenção pelo serviço de imigração.









