Brasil

Desenrola 2.0: governo prevê impacto de R$ 4,5 bilhões no FGTS

Ministro Luiz Marinho afirma que medida não compromete fundo e mira trabalhadores de baixa renda com descontos de até 90%

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O senador Rogério Marinho | Carlos Moura/Agência Senado

O senador Rogério Marinho | Carlos Moura/Agência Senado

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (9) que o novo programa de renegociação de dívidas, conhecido como Desenrola 2.0, vai gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,5 bilhões no fundo.

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O programa vai permitir que parte da população tenha acesso ao saldo do FGTS para quitar débitos. Segundo o ministro, esse montante deve ser alcançado ao longo de três meses de funcionamento.

Marinho ressaltou que o valor não representa risco à sustentabilidade do fundo nem compromete a continuidade de programas financiados com recursos do FGTS, como o Minha Casa, Minha Vida.

O novo pacote tem como foco trabalhadores de baixa renda e busca alcançar um volume mais amplo de débitos, estimado em até R$ 140 bilhões, oferecendo condições mais vantajosas.

A iniciativa prevê a renegociação de dívidas que mais pesam no orçamento das famílias, como cartão de crédito, crédito pessoal sem garantia e cheque especial.

A proposta inclui descontos significativos, que podem chegar a até 90%, além da substituição dessas dívidas por um novo financiamento com juros mais baixos, facilitando o pagamento.

O programa será voltado a brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente cerca de R$ 8.105.

Ao ser questionado sobre formas de reduzir a inadimplência, o ministro afirmou que os participantes do programa de renegociação deverão abrir mão de realizar apostas em plataformas conhecidas como bets enquanto estiverem quitando suas dívidas.

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