Ex-sócio de Vorcaro depõe à PF nesta sexta em Brasília
Augusto Lima é investigado por suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB; depoimento ocorre após uma série de adiamentos

Augusto Lima, do Banco Pleno | Reprodução
O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, tem depoimento marcado para esta sexta-feira (16) na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília. A oitiva faz parte das investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
O depoimento estava pendente desde agosto, após sucessivos adiamentos solicitados pela defesa do empresário.
🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.
Os investigadores querem esclarecer a participação de Lima nas operações financeiras sob suspeita, especialmente na negociação de carteiras de crédito adquiridas pelo BRB.
Segundo documentos da investigação, a PF atribui a Lima um papel central na elaboração de carteiras de crédito consideradas fraudulentas e posteriormente repassadas ao banco público do Distrito Federal. As operações investigadas envolvem R$ 12,2 bilhões em créditos considerados irregulares.
Uma auditoria citada pela Polícia Federal apontou um prejuízo estimado de pelo menos R$ 5 bilhões ao BRB. A defesa do empresário nega qualquer participação em irregularidades.
Augusto Lima foi preso em novembro de 2025, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, mas acabou solto por decisão judicial, mediante o cumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
O empresário também é investigado por suas relações com o senador Jaques Wagner (PT-BA). A PF identificou registros de contatos entre os dois e mensagens relacionadas à oferta de benefícios, como viagens em aeronaves particulares.
A existência dos contatos, por si só, não comprova a prática de crimes.
A nova oitiva ocorre um dia depois dos depoimentos de Daniel Vorcaro e do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, realizados nesta quinta-feira (15).
Os dois negaram irregularidades e prejuízos nas operações entre as instituições financeiras.
A defesa de Augusto Lima sustenta que ele não participou da negociação de carteiras falsas com o BRB e afirma que o empresário sempre atuou dentro da legalidade.
O depoimento está previsto para esta sexta-feira, mas, até o momento, não há confirmação pública de sua conclusão nem do conteúdo das declarações prestadas à PF.























