Tereza cobra de Flávio ministério com mais mulheres que Lula
Cotada para concorrer como vice na chapa do PL à Presidência, senadora quer aceno ao eleitorado feminino

Tereza Cristina. | Reprodução/Redes sociais/@terezacristinams
Cotada para concorrer a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, a senadora Tereza Cristina pediu ao candidato do PL que faça um aceno ao eleitorado feminino. A parlamentar quer que o senador se comprometa a nomear um número considerável de mulheres para o comando dos ministérios. Na prática, a ideia é que Flávio sinalize que terá mais ministras do que o governo Lula caso chegue ao Palácio do Planalto.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
A rejeição entre mulheres é um dos principais desafios da campanha de Flávio à Presidência. Os aliados do senador costuraram um armistício entre ele e sua madrasta, Michelle Bolsonaro, justamente porque o rompimento com a ex-primeira-dama poderia gerar ainda mais dificuldades com o eleitorado feminino.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou este mandato com 11 ministras, em um total de 37 pastas. Ou seja, as mulheres representaram menos de um terço da Esplanada desde o início da gestão. Atualmente, o governo Lula tem apenas 8 ministras.
Em junho, Tereza faltou a um encontro de Flávio com mulheres conservadoras, que ocorreu dias após Michelle revelar, em vídeos publicados nas redes sociais, que havia se sentido humilhada pelo enteado durante divergências sobre palanque no Ceará.
Como revelou o SBT News, aliados de Flávio disseram que Tereza aceitou concorrer a vice na chapa. A decisão, contudo, depende das cúpulas partidárias do PP, partido da senadora, e do União Brasil - as duas siglas formam uma federação. A pressão para que ela entre na disputa partiu do agronegócio e de setores empresariais. Tereza foi ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro.
Em nota, a senadora confirmou que se reuniu com Flávio nesta quarta-feira (29) e tratou sobre a vaga de vice, mas afirmou que não houve definição. O presidente do PP, Ciro Nogueira, resiste a uma aliança com o candidato do PL devido a mágoas com Flávio e também porque não quer contrariar o PT, que pode desgastar sua tentativa de reeleição no Piauí.
Em meio às articulações de Flávio com o PP, o União Brasil convocou para a próxima terça-feira (4) uma convenção nacional para definir posição na eleição presidencial.
























