Eleições

Após operação, grupo de Tarcísio celebra Frias fora da chapa

Próximo a Eduardo Bolsonaro, Frias quase foi candidato ao Senado na chapa do governador; nesta quinta (10), foi alvo de operação da PF

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Iander Porcella
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas | Foto: Paulo Guereta/Governo de SP

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas | Foto: Paulo Guereta/Governo de SP

Alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (10), o deputado federal Mário Frias (PL-SP) quase foi candidato ao Senado na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Aliados do governador e até integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência relatam alívio com o fato de a candidatura não ter se concretizado.

A avaliação é de que o desgaste eleitoral para a direita seria muito maior caso Frias estivesse concorrendo a um cargo tão visado quanto o de senador. Além disso, esse cenário poderia atrapalhar o plano do bolsonarismo de ocupar as duas cadeiras do Senado que estão em jogo em São Paulo.

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Aliado de primeira hora de Eduardo Bolsonaro, Frias era um dos nomes favoritos para substituir o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo Senado. Hoje vivendo nos Estados Unidos e sob cerco judicial, Eduardo desistiu de voltar ao Brasil para concorrer.

Em uma articulação bem-sucedida do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Eduardo acabou concordando em apoiar André do Prado (PL) para o Senado, em dobradinha com Guilherme Derrite (SP), na chapa de Tarcísio. A ideia inicial, contudo, era indicar Frias ou o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP).

A operação Make Up, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem o objetivo de apurar suspeitas de destinação irregular de emendas parlamentares para o filme "Dark Horse", a cinebiografia de Bolsonaro.

Frias, que foi alvo de busca e apreensão, é produtor executivo da obra. Ele está proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados.

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