Campanha de Lula testa reação do eleitor a discurso na ONU
Se a recepção nas pesquisas qualitativas internas for positiva, devem ser exibidos trechos do discurso do presidente da República no programa eleitoral

Lula (PT) discursou pela décima vez na abertura da Assembleia Geral da ONU | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) testa nesta terça-feira (22) a reação de eleitores ao discurso do petista na Assembleia Geral da ONU, segundo apurou a Coluna. Se a recepção nas pesquisas qualitativas internas for positiva, devem ser exibidos trechos no programa eleitoral na TV e no rádio.
No palco internacional e com toda a atenção do país voltada para suas declarações, Lula mandou uma série de recados políticos que podem ser aproveitados na campanha. Muitos dos temas abordados pelo presidente foram escolhidos a dedo para gerar repercussão interna.
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Ao falar de economia, Lula defendeu o fim da escala 6x1, uma de suas principais bandeiras na eleição. O governo tenta convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a votar no plenário, entre o primeiro e o segundo turno, a PEC que reduz a jornada de trabalho.
Outro exemplo foi a menção às Bets, justamente no momento em que o governo estuda editar uma Medida Provisória (MP) para restringir o funcionamento desse mercado. A indústria bilionária das Bets transforma o vício em lucro. Sua disseminação vertiginosa está endividando e destruindo lares”, declarou o presidente.
Lula também defendeu o Pix, criticado pelos Estados Unidos e usado como uma das justificativas para o tarifaço. “Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso Pix, uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros”, disse o petista.
Sobre segurança pública, uma das principais preocupações da população, o presidente exaltou a aprovação da lei antifacção. “Estamos preparados para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam nossas comunidades”, ressaltou.
Lula também declarou que as eleições deste ano são uma decisão entre democracia e negacionismo, criticou ingerências externas em processos eleitorais, em recado a Donald Trump, e disse que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.
























