TSE investiga rede de “collabs” na campanha de Flávio
Petição determina o registro de dados dos perfis investigados no Instagram, por suposto esquema de impulsionamento de conteúdos eleitorais
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Artur Maldaner
Flávio Bolsonaro durante transmissão ao vivo no YouTube | Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu, nesta terça-feira (22), uma investigação eleitoral sobre uma suposta rede de publicações “collab”, no Instagram, para impulsionamento de conteúdos eleitorais da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Além de Flávio, a ação mira o candidato à vice-presidente na sua chapa, Alfredo Gaspar (PL), e o deputado federal Mario Frias (PL) por suspeita de uso indevido dos meios de comunicação social para fins políticos.
A decisão acatou parcialmente um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais (PT, PCdoB, PV, PSB, PDT e Psol/Rede) que questionava a estratégia de campanha do candidato do PL.
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A chapa também pede apuração sobre a plataforma TV Celular, de Flávio, e direito de resposta contra conteúdos de inteligência artificial que criticam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Medidas urgentes
Além de ter aberto investigação contra a campanha de Flávio, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva protocolou medidas para a preservação de provas dos perfis alvos da ação.
Foi determinado que o Facebook, proprietário do Instagram, deverá agir para preservar os registros de conexão, acesso, cadastro e conteúdo dos perfis. Os dados incluirão as informações dos titulares e registro de IP e acesso.
O TSE também pede os metadados das collabs, com informações sobre as autorias das publicações, datas e horários de convites e aceites, inclusive para contas indisponíveis.
A petição identifica, ainda, um risco de perda de provas, ao modo que seis páginas investigadas ficaram indisponíveis entre 9 e 17 de setembro. O documento também destaca o “relevante crescimento do volume de publicações em coautoria no intervalo de dez dias”.
Além disso, Cueva determinou a suspensão dos links de venda vinculados aos perfis investigados, que redirecionam usuários para produtos de campanha comercializados pela plataforma Shopee.
A Shopee terá um prazo de 48 horas para informar os dados da loja Bella Chic Store, que vende os produtos, e de seus responsáveis.
Outro lado
Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirma que o PT busca extrair ilegalidades ao apontar posts que, segundo a representação, foram feitos por “contas de terceiras pessoas, sem qualquer relação com a campanha presidencial”.
“Postar em collabs não é ilícito. Se dois ou mais perfis expressamente concordam com a publicação conjunta de um mesmo conteúdo, trata-se de iniciativa voluntária e orgânica de cada qual, competindo a eles e somente a eles responderem pela legalidade do que estão compartilhando”, destacaram.
“No mais, a campanha de Flávio Bolsonaro esclarece que não tem qualquer controle sobre o que postam e como postam seus milhares de apoiadores e afirma que jamais monetizou qualquer tipo de conteúdo político ou eleitoral. Nem a campanha e nem o PL criaram sites de vendas de produtos relacionados ao partido ou à candidatura Presidencial, ao contrário do PT, que tem uma loja virtual”, disse a defesa.
Suspeitas preliminares
Em entrevista ao SBT nesta segunda-feira (21), o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) disse que “suspeita fortemente" que Flávio Bolsonaro esteja realizando propaganda eleitoral impulsionada por meio de contas nos Estados Unidos.
Segundo o candidato, as publicações sugerem um falso cenário de que Flávio pode vencer em primeiro turno. Também afirmou que o partido Missão irá encaminhar ação junto ao TSE sobre a suspeita.
“Foram pegos prints de agentes americanos impulsionando conteúdo dos Estados Unidos para o Brasil divulgando números favoráveis ao Flávio Bolsonaro”, disse.
TSE investiga rede de “collabs” na campanha de FlávioPetição determina o registro de dados dos perfis investigados no Instagram, por suposto esquema de impulsionamento de conteúdos eleitorais
Política2026-09-22T21:27:48.631ZO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu, nesta terça-feira (22), uma investigação eleitoral sobre uma suposta rede de publicações “collab”, no Instagram, para impulsionamento de conteúdos eleitorais da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Além de Flávio, a ação mira o candidato à vice-presidente na sua chapa, Alfredo Gaspar (PL), e o deputado federal Mario Frias (PL) por suspeita de uso indevido dos meios de comunicação social para fins políticos. A decisão acatou parcialmente um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais (PT, PCdoB, PV, PSB, PDT e Psol/Rede) que questionava a estratégia de campanha do candidato do PL. A chapa também pede apuração sobre a plataforma TV Celular, de Flávio, e direito de resposta contra conteúdos de inteligência artificial que criticam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Medidas urgentes Além de ter aberto investigação contra a campanha de Flávio, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva protocolou medidas para a preservação de provas dos perfis alvos da ação. Foi determinado que o Facebook, proprietário do Instagram, deverá agir para preservar os registros de conexão, acesso, cadastro e conteúdo dos perfis. Os dados incluirão as informações dos titulares e registro de IP e acesso. O TSE também pede os metadados das collabs, com informações sobre as autorias das publicações, datas e horários de convites e aceites, inclusive para contas indisponíveis. A petição identifica, ainda, um risco de perda de provas, ao modo que seis páginas investigadas ficaram indisponíveis entre 9 e 17 de setembro. O documento também destaca o “relevante crescimento do volume de publicações em coautoria no intervalo de dez dias”. Além disso, Cueva determinou a suspensão dos links de venda vinculados aos perfis investigados, que redirecionam usuários para produtos de campanha comercializados pela plataforma Shopee. A Shopee terá um prazo de 48 horas para informar os dados da loja Bella Chic Store, que vende os produtos, e de seus responsáveis. Outro lado Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirma que o PT busca extrair ilegalidades ao apontar posts que, segundo a representação, foram feitos por “contas de terceiras pessoas, sem qualquer relação com a campanha presidencial”. “Postar em collabs não é ilícito. Se dois ou mais perfis expressamente concordam com a publicação conjunta de um mesmo conteúdo, trata-se de iniciativa voluntária e orgânica de cada qual, competindo a eles e somente a eles responderem pela legalidade do que estão compartilhando”, destacaram. “No mais, a campanha de Flávio Bolsonaro esclarece que não tem qualquer controle sobre o que postam e como postam seus milhares de apoiadores e afirma que jamais monetizou qualquer tipo de conteúdo político ou eleitoral. Nem a campanha e nem o PL criaram sites de vendas de produtos relacionados ao partido ou à candidatura Presidencial, ao contrário do PT, que tem uma loja virtual”, disse a defesa. Suspeitas preliminares Em entrevista ao SBT nesta segunda-feira (21), o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) disse que “suspeita fortemente" que Flávio Bolsonaro esteja realizando propaganda eleitoral impulsionada por meio de contas nos Estados Unidos. Segundo o candidato, as publicações sugerem um falso cenário de que Flávio pode vencer em primeiro turno. Também afirmou que o partido Missão irá encaminhar ação junto ao TSE sobre a suspeita. “Foram pegos prints de agentes americanos impulsionando conteúdo dos Estados Unidos para o Brasil divulgando números favoráveis ao Flávio Bolsonaro”, disse. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tse-investiga-rede-de-collabs-na-campanha-de-flavio