STF autoriza investigar vazamento de operação contra Jaques
PF solicitou monitoramento de geolocalização dos celulares do ex-líder do governo no Senado e outros investigados

O senador Jaques Wagner (PT-BA) | Carlos Moura/Agência Senado
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça deu aval à Polícia Federal para investigar um suposto vazamento da nona fase da Operação Compliance Zero, que atingiu Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado. A decisão é do dia 17 de junho, mas só foi tornada pública nesta quinta-feira (30).
Mendonça autorizou os investigadores a solicitarem às operadoras de telefonia os dados de geolocalização por celular de seis alvos do caso, incluindo Wagner e o ex-banqueiro Augusto Ferreira Lima. Também atendeu ao pedido de um monitoramento em tempo real dos investigados por 10 dias a partir da data da decisão.
Entre as justificativas para as medidas, estão indícios de um possível vazamento da operação por conta de uma audiência solicitada por Wagner a Mendonça no mesmo dia em que as investigações chegaram ao seu gabinete — em data prévia à operação.
"A ocorrência de fato agudiza o risco de vazamento indevido da operação no caso presente. Trata-se de solicitação de audiência, por parte de um dos investigados, recebida pelo meu gabinete, enquanto ministro relator do caso, no mesmo dia em que aportaram as investigações da Polícia Federal relacionadas à presente fase investigativa (09/06/2026), inclusive em horário anterior de algumas representações formuladas", diz a decisão do ministro.
Wagner foi o principal alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 18 de junho. A PF suspeita que o Senado recebeu "vantagens indevidas" de Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro do banco Master. Entre os benefícios, estariam as tratativas para a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões, voos em jatinho e shows internacionais.
























