Nunes Marques e Fux devem referendar afastamento de Andrei
Mendonça afastou diretor da PF para "impedir possível interferência nas investigações e preservar a integridade da Polícia Federal"

Os votos dos ministros Nunes Marques e Luiz Fux devem ser favoráveis ao afastamento cautelar do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Conforme apurou a coluna, a tendência é que eles sigam o relator, André Mendonça. Mendonça pediu uma análise da segunda turma do Supremo para que a decisão seja colegiada.
Ainda não se sabe se o ministro Dias Toffoli vai votar. Como trata-se de uma questão de procedimento e não relacionada diretamente ao caso Master, ele pode se manifestar se desejar. Toffoli se afastou do caso Master.

Ainda faz parte da turma o ministro Gilmar Mendes, que costuma se alinhar ao grupo formado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Mas o caso não ir á a plenário. Os demais ministros estão na primeira turma.
Nesta terça-feira, Mendonça determinou o afastamento cautelar de Rodrigues e do diretor de inteligência da PF, Leandro Almada. O relator afirma que há indícios os dois dirigentes tiveram participação ou conhecimento sobre a elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades.
De acordo com um documento enviado à Justiça, seis relatórios de inteligência foram produzidos entre 3 e 31 de agosto.
Os materiais analisaram atos e decisões de autoridades que exercem funções no Judiciário, na Advocacia Pública e na polícia judiciária. Mendonça afirma que ele próprio foi monitorado pela Polícia Federal por mais de 30 dias e classificou o acompanhamento como ilegal. Além dos afastamentos, o ministro proibiu a produção, preparação ou compartilhamento de novos relatórios.
























