Política

AGU vai recorrer do afastamento do diretor-geral da PF

Argumento da Advocacia-Geral da União é que violou-se uma competência exclusiva da Presidência da República

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Raquel Landim , Eduardo Gayer
AGU vai recorrer do afastamento do diretor-geral da PF

A Advocacia Geral da União (AGU) vai recorrer do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A AGU já prepara a peça jurídica para recorrer da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme apurou o SBT News, o principal argumento é que violou-se uma prerrogativa exclusiva do Presidente da República.

A PF é vinculada ao Ministério da Justiça, mas a escolha do diretor-geral é feita pelo presidente.

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Nesta terça-feira, Mendonça determinou o afastamento cautelar de Rodrigues e do diretor de inteligência da PF, Leandro Almada.

O relator afirma que há indícios de que os dois dirigentes tiveram participação ou conhecimento sobre a elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades.

Mendonça enviou o caso para a Segunda Turma, que já votou e formou maioria, com placar de 3 a 0, nesta terça-feira (8) para manter o afastamento de Andrei. Os ministros Kassio Nunes Marques e Luix Fux, presidente do colegiado, acompanharam o voto do colega André Mendonça, autor da decisão.

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