Prefeito de SP pede que Dino esclareça suspensão de repasse
Ricardo Nunes vê risco de interrupção do serviço de Wi-Fi gratuito; empresas são administradas por Karina Gama, que também produz o filme Dark Horse

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na abertura da feira de negócios Expo Favela 2023 | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil - 17.03.2023
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), apresentou um pedido de esclarecimento ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sobre a decisão de suspender repasses de recursos públicos para empresas responsáveis pelo serviço de Wi-Fi gratuito na periferia paulista. As empresas são administradas por Karina Gama, que também é produtora do filme Dark Horse.
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Há risco de interrupção do serviço de internet. Cerca de 1 milhão e 400 mil pessoas seriam afetadas.
“Fizemos uma consulta ao Ministro para saber se a decisão dele atinge esse contrato uma vez que nada foi identificado de anormalidade”, disse o prefeito paulista à Coluna.
“Muitas coisas que foram publicadas não conferem com a realidade”, pontuou.
“A denúncia é de uma pessoa do PT do Rio Grande do Sul. Pegaram as inverdades dele, as ilações lunáticas com o filme e o contrato da prefeitura e se basearam como verdade.
Surreal”, destacou o prefeito.
No início deste mês, Dino determinou a suspensão das atividades econômicas e financeiras do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), empresas geridas por Karina, além de bloquear pagamentos de contratos públicos vinculados à empresária, por suspeita de desvio de recursos.
A Secretaria de Inovação e Tecnologia de SP contratava o ICB para fornecimento do serviço. Em comparação com governos passados, o custo do programa, segundo o prefeito paulista, caiu nos últimos anos. Se o contrato for suspenso, porém, a prefeitura não conseguiria seguir por outra frente para manter a internet, em um primeiro momento.
Como o SBT News divulgou, a defesa de Karina perguntou a Dino se a interrupção vale para o contrato específico com SP ou futuros. A empresa paga R$ 900 mil a 250 colaboradores mensalmente. Mas não teria como continuar com os pagamentos a partir de outubro, devido a suspensão dos repasses.

























