Nunes diz que investigação sobre Wi-Fi é 'politizada'
Prefeito disse que sua gestão consultará Flávio Dino para saber se contrato de Wi-Fi de SP é afetado por decisão do ministro
Larissa Alves
Ricardo Nunes em entrevista ao SBT News | Foto: reprodução/SBT News
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (14) que a investigação envolvendo o contrato do programa Wi-Fi Livre SP está sendo “politizada”.
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Segundo Nunes, a Prefeitura de São Paulo deve consultar ainda hoje o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para saber se uma decisão do magistrado que impede entidades investigadas de contratar com o poder público também alcança o contrato já existente entre o município e o Instituto Conhecer Brasil (ICB).
“Não está só federalizando, está politizando”, afirmou Nunes.
Na decisão que deu origem à Operação Make Up, deflagrada na última quinta-feira (10), o ministro Flávio Dino determinou a suspensão do direito de entidades e empresas investigadas de participar de licitações e contratar com o poder público. A medida atingiu o Instituto Conhecer Brasil e outras pessoas jurídicas relacionadas à investigação.
A dúvida da Prefeitura de São Paulo é se a determinação também alcança contratos firmados antes da decisão, como o do Wi-Fi Livre SP.
O prefeito voltou a defender a regularidade da contratação e afirmou que não vê problemas na fiscalização do acordo. Segundo ele, os dados do programa estão disponíveis no Portal da Transparência e permitem acompanhar o funcionamento dos cerca de 3.200 pontos de Wi-Fi mantidos na capital.
Nunes argumentou ainda que o contrato municipal não envolve recursos de emendas parlamentares, alvo da investigação conduzida pela Polícia Federal.
“Do nosso contrato de Wi-Fi, não tem nenhuma emenda de parlamentar. Não tem emenda. Um chamamento, um contrato que a prefeitura paga. O inquérito que tá lá é sobre emenda”, disse. “Eu tenho um serviço mais barato, que está funcionando, que é eficiente e que não tem nenhuma ilegalidade, nenhuma irregularidade”, afirmou.
O Instituto Conhecer Brasil foi contratado pela Prefeitura de São Paulo, em 2024, por R$ 108 milhões para executar o programa de internet gratuita em comunidades da capital paulista.
A entidade é presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ICB e Karina estão no centro de investigações que apuram a movimentação de recursos envolvendo a entidade e empresas relacionadas à empresária.
Na esfera estadual, a Polícia Civil de São Paulo deflagrou, em junho deste ano, uma operação para apurar suspeitas de irregularidades no contrato do programa municipal de Wi-Fi. A investigação apura se houve desvio de recursos públicos e eventual direcionamento de dinheiro para a produção de “Dark Horse”.
Paralelamente, a Polícia Federal investiga suspeitas de desvios de recursos federais provenientes de emendas parlamentares destinadas ao ICB, além de movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas a Karina.
Por determinação de Flávio Dino, aparelhos e todo o material bruto apreendidos durante a operação da Polícia Civil de São Paulo, em junho, devem ser entregues à Polícia Federal, mesmo sem a conclusão da perícia. Com isso, a PF passou a concentrar também essa frente da investigação.
Na última sexta-feira (11), Nunes já havia anunciado que consultaria o STF para esclarecer se a decisão de Dino alcança o contrato municipal. O prefeito afirmou que, caso a Corte confirme a necessidade de interrupção do vínculo, a prefeitura cumprirá a determinação.
Nunes diz que investigação sobre Wi-Fi é 'politizada'Prefeito disse que sua gestão consultará Flávio Dino para saber se contrato de Wi-Fi de SP é afetado por decisão do ministroBrasil2026-09-14T15:20:42.770ZO prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (14) que a investigação envolvendo o contrato do programa Wi-Fi Livre SP está sendo “politizada”. Segundo Nunes, a Prefeitura de São Paulo deve consultar ainda hoje o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para saber se uma decisão do magistrado que impede entidades investigadas de contratar com o poder público também alcança o contrato já existente entre o município e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). “Não está só federalizando, está politizando”, afirmou Nunes. Na decisão que deu origem à Operação Make Up, deflagrada na última quinta-feira (10), o ministro Flávio Dino determinou a suspensão do direito de entidades e empresas investigadas de participar de licitações e contratar com o poder público. A medida atingiu o Instituto Conhecer Brasil e outras pessoas jurídicas relacionadas à investigação. A dúvida da Prefeitura de São Paulo é se a determinação também alcança contratos firmados antes da decisão, como o do Wi-Fi Livre SP. O prefeito voltou a defender a regularidade da contratação e afirmou que não vê problemas na fiscalização do acordo. Segundo ele, os dados do programa estão disponíveis no Portal da Transparência e permitem acompanhar o funcionamento dos cerca de 3.200 pontos de Wi-Fi mantidos na capital. Nunes argumentou ainda que o contrato municipal não envolve recursos de emendas parlamentares, alvo da investigação conduzida pela Polícia Federal. “Do nosso contrato de Wi-Fi, não tem nenhuma emenda de parlamentar. Não tem emenda. Um chamamento, um contrato que a prefeitura paga. O inquérito que tá lá é sobre emenda”, disse. “Eu tenho um serviço mais barato, que está funcionando, que é eficiente e que não tem nenhuma ilegalidade, nenhuma irregularidade”, afirmou. O Instituto Conhecer Brasil foi contratado pela Prefeitura de São Paulo, em 2024, por R$ 108 milhões para executar o programa de internet gratuita em comunidades da capital paulista. A entidade é presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ICB e Karina estão no centro de investigações que apuram a movimentação de recursos envolvendo a entidade e empresas relacionadas à empresária. Na esfera estadual, a Polícia Civil de São Paulo deflagrou, em junho deste ano, uma operação para apurar suspeitas de irregularidades no contrato do programa municipal de Wi-Fi. A investigação apura se houve desvio de recursos públicos e eventual direcionamento de dinheiro para a produção de “Dark Horse”. Paralelamente, a Polícia Federal investiga suspeitas de desvios de recursos federais provenientes de emendas parlamentares destinadas ao ICB, além de movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas a Karina. Por determinação de Flávio Dino, aparelhos e todo o material bruto apreendidos durante a operação da Polícia Civil de São Paulo, em junho, devem ser entregues à Polícia Federal, mesmo sem a conclusão da perícia. Com isso, a PF passou a concentrar também essa frente da investigação. Na última sexta-feira (11), Nunes já havia anunciado que consultaria o STF para esclarecer se a decisão de Dino alcança o contrato municipal. O prefeito afirmou que, caso a Corte confirme a necessidade de interrupção do vínculo, a prefeitura cumprirá a determinação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/nunes-diz-que-investigacao-de-contrato-de-wi-fi-esta-sendo-politizada