Entenda por que São Paulo enfrenta tanta chuva em setembro
Entre as 9h de sábado (12) e as 9h deste domingo (13), o Mirante de Santana registrou 75,4 milímetros de chuva
Gabriel Durvalino
| Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil - 14.01.2026
O excesso de chuva registrado em São Paulo neste mês está relacionado à combinação de diferentes sistemas atmosféricos que favoreceram a formação e o avanço de áreas de instabilidade sobre o estado.
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De acordo com o portal Climatempo, um dos primeiros fatores foi a passagem de uma frente fria durante o fim de semana prolongado de 7 de setembro. Entre os dias 5 e 6, foram registrados 35,6 milímetros de chuva.
A partir de 9 de setembro, a formação de uma área de baixa pressão sobre o Sul do Brasil e o Paraguai aumentou a instabilidade na região. O sistema evoluiu para uma nova frente fria, que se formou no dia 11 e avançou em direção a São Paulo.
Nesse período, áreas de chuva que se formaram inicialmente sobre o Paraná avançaram para o território paulista e atingiram também a Grande São Paulo.
Dados da Defesa Civil apontam 15 mortes relacionadas às chuvas desde janeiro: 13 até março e duas no último fim de semana.
Outro fator importante foi a atuação de uma corrente de ar quente e úmido vinda da Amazônia, conhecida como jato de baixos níveis. O fluxo de umidade esteve direcionado principalmente para o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, transportando grande quantidade de vapor d’água para a região.
Com mais umidade disponível na atmosfera e a presença dos sistemas de baixa pressão e das frentes frias, as condições permaneceram favoráveis à formação de áreas de chuva.
Quando o sol volta a aparecer?
A Grande São Paulo ainda deve enfrentar alguns dias de tempo fechado e elevada umidade. Os efeitos da frente fria que chegou ao estado no sábado (12) devem continuar influenciando o tempo nos próximos dias.
De acordo com o site Climatempo até nesta segunda-feira (14), a previsão é de muitas nuvens e chuva frequente, com possibilidade de pancadas de intensidade moderada a forte em alguns períodos.
A partir de terça-feira (15), a tendência é de redução gradual da chuva. Mesmo assim, a nebulosidade deve continuar elevada na quarta-feira (16). A mudança mais perceptível deve ocorrer na quinta-feira (17), quando a quantidade de nuvens tende a diminuir e o sol poderá aparecer por alguns períodos.
O retorno do sol, porém, não deve significar calor. A presença de ar frio de origem polar sobre a costa das regiões Sul e Sudeste deve dificultar a elevação das temperaturas.
Até 17 de setembro, a previsão indica que os termômetros da cidade de São Paulo não devem superar os 20°C.
São Paulo está tendo um setembro excepcionalmente chuvoso. No Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 198,2 mm de chuva acumulados do dia 1 até 9 horas de 12 de setembro colocando 2026 na quarta posição entre os meses de setembro mais chuvosos desde o início da série histórica convencional do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em 1943.
O dado ganha ainda mais peso porque o mês ainda está longe de terminar e a previsão indica a continuidade das chuvas.
Entre as 9h de sábado (12) e as 9h deste domingo (13), o Mirante de Santana registrou 75,4 milímetros de chuva. Foi o maior volume acumulado em 24 horas registrado pelo INMET no Brasil nesse período.
O volume significa que, em apenas um dia, caíram 75,4 litros de água sobre cada metro quadrado da área atingida.
Com o acumulado de setembro chegando a 198,2 milímetros, o mês já se tornou o segundo mais chuvoso de 2026 em São Paulo, atrás apenas de janeiro, quando foram registrados 256,4 milímetros.
Setembro de 2026 já está entre os mais chuvosos da história
A comparação com os registros históricos mostra a dimensão do episódio. Na série convencional do INMET, que utiliza a medição manual realizada por um observador meteorológico, setembro de 2026 aparece, até agora, como o quarto setembro mais chuvoso já registrado na capital.
O ranking é liderado por setembro de 1983, com 243,1 milímetros. Em seguida aparecem setembro de 1993, com 206,7 milímetros, e setembro de 2015, com 201,7 milímetros.
Com 198,2 milímetros, setembro de 2026 vem logo depois, superando setembro de 2009, que acumulou 197,2 milímetros.
A diferença para o terceiro colocado é de apenas 3,5 milímetros. Isso significa que a posição de setembro de 2026 ainda pode mudar nas próximas semanas.
Se as chuvas continuarem no ritmo atual, o mês poderá ultrapassar os acumulados registrados em 2015 e 1993 e até se aproximar do recorde de 1983.
A permanência das condições favoráveis à ocorrência de chuva pode fazer setembro avançar ainda mais no ranking histórico e transformar 2026 em um dos anos mais marcantes para as chuvas de setembro na capital paulista.
Entenda por que São Paulo enfrenta tanta chuva em setembroEntre as 9h de sábado (12) e as 9h deste domingo (13), o Mirante de Santana registrou 75,4 milímetros de chuvaBrasil2026-09-14T13:09:39.331ZO excesso de chuva registrado em São Paulo neste mês está relacionado à combinação de diferentes sistemas atmosféricos que favoreceram a formação e o avanço de áreas de instabilidade sobre o estado. De acordo com o portal Climatempo, um dos primeiros fatores foi a passagem de uma frente fria durante o fim de semana prolongado de 7 de setembro. Entre os dias 5 e 6, foram registrados 35,6 milímetros de chuva. A partir de 9 de setembro, a formação de uma área de baixa pressão sobre o Sul do Brasil e o Paraguai aumentou a instabilidade na região. O sistema evoluiu para uma nova frente fria, que se formou no dia 11 e avançou em direção a São Paulo. Nesse período, áreas de chuva que se formaram inicialmente sobre o Paraná avançaram para o território paulista e atingiram também a Grande São Paulo. Dados da Defesa Civil apontam 15 mortes relacionadas às chuvas desde janeiro: 13 até março e duas no último fim de semana. Outro fator importante foi a atuação de uma corrente de ar quente e úmido vinda da Amazônia, conhecida como jato de baixos níveis. O fluxo de umidade esteve direcionado principalmente para o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, transportando grande quantidade de vapor d’água para a região. Com mais umidade disponível na atmosfera e a presença dos sistemas de baixa pressão e das frentes frias, as condições permaneceram favoráveis à formação de áreas de chuva. Quando o sol volta a aparecer? A Grande São Paulo ainda deve enfrentar alguns dias de tempo fechado e elevada umidade. Os efeitos da frente fria que chegou ao estado no sábado (12) devem continuar influenciando o tempo nos próximos dias. De acordo com o site Climatempo até nesta segunda-feira (14), a previsão é de muitas nuvens e chuva frequente, com possibilidade de pancadas de intensidade moderada a forte em alguns períodos. A partir de terça-feira (15), a tendência é de redução gradual da chuva. Mesmo assim, a nebulosidade deve continuar elevada na quarta-feira (16). A mudança mais perceptível deve ocorrer na quinta-feira (17), quando a quantidade de nuvens tende a diminuir e o sol poderá aparecer por alguns períodos. O retorno do sol, porém, não deve significar calor. A presença de ar frio de origem polar sobre a costa das regiões Sul e Sudeste deve dificultar a elevação das temperaturas. Até 17 de setembro, a previsão indica que os termômetros da cidade de São Paulo não devem superar os 20°C. São Paulo está tendo um setembro excepcionalmente chuvoso. No Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 198,2 mm de chuva acumulados do dia 1 até 9 horas de 12 de setembro colocando 2026 na quarta posição entre os meses de setembro mais chuvosos desde o início da série histórica convencional do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em 1943. O dado ganha ainda mais peso porque o mês ainda está longe de terminar e a previsão indica a continuidade das chuvas. Entre as 9h de sábado (12) e as 9h deste domingo (13), o Mirante de Santana registrou 75,4 milímetros de chuva. Foi o maior volume acumulado em 24 horas registrado pelo INMET no Brasil nesse período. O volume significa que, em apenas um dia, caíram 75,4 litros de água sobre cada metro quadrado da área atingida. Com o acumulado de setembro chegando a 198,2 milímetros, o mês já se tornou o segundo mais chuvoso de 2026 em São Paulo, atrás apenas de janeiro, quando foram registrados 256,4 milímetros. Setembro de 2026 já está entre os mais chuvosos da história A comparação com os registros históricos mostra a dimensão do episódio. Na série convencional do INMET, que utiliza a medição manual realizada por um observador meteorológico, setembro de 2026 aparece, até agora, como o quarto setembro mais chuvoso já registrado na capital. O ranking é liderado por setembro de 1983, com 243,1 milímetros. Em seguida aparecem setembro de 1993, com 206,7 milímetros, e setembro de 2015, com 201,7 milímetros. Com 198,2 milímetros, setembro de 2026 vem logo depois, superando setembro de 2009, que acumulou 197,2 milímetros. A diferença para o terceiro colocado é de apenas 3,5 milímetros. Isso significa que a posição de setembro de 2026 ainda pode mudar nas próximas semanas. Se as chuvas continuarem no ritmo atual, o mês poderá ultrapassar os acumulados registrados em 2015 e 1993 e até se aproximar do recorde de 1983. A permanência das condições favoráveis à ocorrência de chuva pode fazer setembro avançar ainda mais no ranking histórico e transformar 2026 em um dos anos mais marcantes para as chuvas de setembro na capital paulista.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/setembro-de-2026-esta-entre-os-mais-chuvosos-de-sp