Opositores criticam proibição de falar de ausência de Lula
Ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a TV Globo de exibir uma cadeira vazia para representar a ausência do petista

Lula em entrevista ao canal Normose (30/09) | Imagem: Divulgação
Candidatos que devem participar nesta noite (1º) do último debate das eleições reagiram mal à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir a TV Globo de exibir uma cadeira vazia para representar a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão mal saiu e foi rotulada de “censura nunca vista”, “várzea” e “absurdo” por estrategistas das campanhas convidadas para o debate.
Auxiliares jurídicos das campanhas estão avaliando ponto a ponto da decisão e se dizem surpresos com o alcance da proibição de “formular manifestação dirigida a Lula”. Ou seja, eles não poderão fazer perguntas para o presidente, nem mesmo simbólicas, para reforçar a ausência dele.
Na decisão, a ministra Estela Aranha, do TSE, entendeu que, sem a possibilidade de resposta de Lula, a autorização para que os adversários fizessem perguntas geraria desequilíbrio.
Na avaliação das campanhas, estaria proibido aos candidatos até comentar sobre a ausência de Lula.
O debate está marcado para as 20h de hoje, em meio a muitas polêmicas.
Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury foram convidados. Romeu Zema obteve autorização de ir por via judicial. O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a TV Globo autorize a participação de Renan Santos.
























