Centrais veem interferência dos EUA em eleições no Brasil
Nota diz que decisão da embaixada dos EUA de suspender serviços foi desnecessária, excessiva e contribui para alimentar ambiente de medo e insegurança

Embaixada dos Estados Unidos em Brasília | Reprodução/Embaixada dos EUA
Em nota, oito centrais sindicais apontam risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras e conclamaram trabalhadores a ficarem vigilantes quanto à democracia.
“Em defesa da democracia e da soberania brasileira: não interfiram em nossas eleições”, ressaltaram. “A soberania do Brasil não se negocia!”.
“Anunciada sob alegações de segurança, a medida assume caráter de manobra política e pode servir de pretexto para pressões externas”, afirmaram.
A nota repete frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no discurso de abertura da assembleia-geral da ONU, em setembro. “O Brasil não é quintal de ninguém. Somos uma nação independente e soberana, e nosso processo eleitoral é referência mundial de modernidade, eficiência e exercício da democracia. Não aceitamos tutela, intimidação ou ingerência estrangeira sobre nossas instituições e decisões democráticas”.
As centrais apontam que a luta pela democracia do Brasil faz parte do sindicalismo.
“A luta pelas liberdades democráticas e pelo direito do povo de decidir os rumos da nação está no DNA do sindicalismo brasileiro. Defendemos o livre exercício do voto, a integridade do processo eleitoral e o respeito ao resultado das urnas. Repudiamos qualquer tentativa de desestabilização, pressão externa ou deslegitimação da escolha soberana do povo brasileiro”
A nota é assinada por: - Sergio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores);
- Miguel Torres, Presidente da Força Sindical
- Ricardo Patah; Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores);
- Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil);
- Sônia Maria Zerino da Silva, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores);
- Alvaro Egea, Secretário geral da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros);
- Nilza Pereira, Secretária-Geral da Intersindical - Central da Classe Trabalhadora e José Gozze, Presidente da Pública Central do Servidor.

























