Economia

Vorcaro chama de 'desabafo' o que PF considerou ameaças

Em novo depoimento, ex-banqueiro diz que não pretendia fugir e não obteve vazamentos da investigação; em nota, defesa volta a pedir liberdade

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Basília Rodrigues
Vorcaro chama de 'desabafo' o que PF considerou ameaças

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro descartou, em depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (30), planos para ameaçar ou matar desafetos, também a suspeita de integrar organização criminosa e ainda de ter sido beneficiado por vazamentos da investigação sobre os negócios do Banco Master.

No depoimento, Vorcaro minimizou os ataques a desafetos, incluindo jornalistas e ex-funcionários, a meros desabafos. O fato de não haver “nenhuma vítima dos supostos fatos citados” seria uma prova disso.

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“Eventuais desabafos, oriundos de recortes maliciosos de mensagens privadas, proferidos em momentos de indignação, jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros, o que fica comprovado na própria sequência completa das mensagens, na realidade fática verificada e no perfil pacífico de Daniel Vorcaro”, afirmam os advogados.

Ao se referir aos grupos “A Turma” e “Os Meninos”, considerados pela PF comprovação de organização criminosa, a defesa afirma que não havia nenhum crime. Também o papel de Luiz Philipe Mourão, o Sicário, que seria um operador de Vorcaro, também é reduzido a uma contratação formal e dentro da legalidade.

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“Com o efetivo acesso da Defesa ao inquérito que investiga a suposta existência de grupos como "A Turma" ou "Os Meninos", ficou comprovado que tais expressões jamais designaram grupos específicos ou estruturas organizadas, evidenciado que não há qualquer tipo de ilicitude ou prática criminosa que possa ser atribuída a Daniel Vorcaro. Esclareceu-se, ainda, que Daniel Vorcaro conhecia apenas a pessoa de Luiz Phillipi Mourão, com quem tinha contrato formal e lícito de prestação de serviços de inteligência e segurança digital”, pontua.

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