Green card reforça demissão de Eduardo, diz governo
Fontes do Ministério da Justiça disseram ao SBT News que pasta vai cumprir decisão da PF de expulsar ex-deputado nos próximos dias

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Reprodução
Após expulsão da Polícia Federal, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro deve ter a demissão confirmada pelo Ministério da Justiça nos próximos dias.
A informação de que ele obteve o green card para permanecer mais tempo legalmente nos Estados Unidos foi apontada por fontes da pasta, à coluna, como reforço de que não pretende voltar ao Brasil para retomar seu posto na PF. Eduardo é escrivão da polícia, estava afastado para exercer mandato de deputado federal, mas desde que saiu do país não retornou ao trabalho.
Alem disso, a condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho, de Eduardo Bolsonaro por coação estabeleceu perda do cargo público, o que torna a decisão do MJ mero cumprimento de ordem judicial.
Para funcionários do governo que acompanham o processo de Eduardo, não há mais questão de mérito a ser decidida, o caso seguirá a burocracia comum do estado apenas para ser validado.
Em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, nesta terça-feira (21), Eduardo comentou a saída da PF e evitou explicar como está custeando as despesas nos Estados Unidos desde que deixou o Brasil.
“Não posso dar de bandeja aos meus inimigos como eu vivo. Desde março, estou sem receber salário, não tem dinheiro público nenhum, logo não há interesse público em saber como eu vivo. No momento que eu falar que sobrevivo dessa ou de outra maneira, vão perseguir as pessoas para tentar destruir com a vida dessas pessoas. Sobrevivo de maneira honesta”
O ex-deputado não se manifestou formalmente à corregedoria da PF durante a tramitação do processo disciplinar administrativo (PAD) por falta. Nesta terça-feira (21), o diretor geral da PF, Andrei Rodrigues, autorizou a expulsão dele. O processo foi enviado ao Ministério da Justiça.





















