Zanin avisa STF, TSE e TRE de ilegalidade em dado de Deltan
Ministro pede providências e responsabilização criminal no caso; ex-procurador incluiu informações do ministro do STF em registro de candidatura

Ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma | Divulgação/Fellipe Sampaio/STF
Depois de saber que teve dados fiscais expostos no registro de candidatura de Deltan Dallagnol, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin informou os presidentes do STF, também do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná ter sido alvo de uma “ilegalidade”.
“Solicito providências a fim de sanar essa afirmada ilegalidade bem como o envio das comunicações devidas objetivando a responsabilização dos envolvidos, inclusive no âmbito criminal”, afirma Zanin em ofício encaminhado ao presidente do TRE-PR, Luciano Carrasco Falavinha.
Uma cópia do ofício foi encaminhada aos outros tribunais, também com pedido de providência. No caso do TSE, foi para o presidente Nunes Marques. No STF, o documento foi endereçado ao presidente Edson Fachin.
A exposição de dados fiscais e bancários sigilosos de Zanin no registro de Dallagnol foi revelada pelo portal Metrópoles. Ao tomar conhecimento, o TRE do Paraná informou ao SBT News que decretou sigilo dos dados e ressaltou que cabia aos advogados de Deltan Dallagnol, que julgaram necessária a inclusão das informação, garantir também a proteção.
O TRE-PR deu prazo de 24h para Dallagnol se explicar e também acionou o Ministério Público Eleitoral.
A defesa de Dallagnol alegou, em nota à imprensa, que apresentou os dados na ação que Zanin moveu contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Como procurador da Lava Jato, Dallagnol travou embates com Zanin, quando o ministro ainda atuava na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

























