Flávio Bolsonaro diz a aliados que vai bloquear rendimentos de empresa ligada a Vorcaro por filme do pai
Senador e aliados elaboram lista de nomes de empresas e projetos que também receberam dinheiro do banco na tentativa de minimizar investimento em filme

O senador Flávio Bolsonaro disse a aliados, nesta terça-feira (19), que vai bloquear rendimentos do dinheiro investido pela empresa ligada a Daniel Vorcaro no filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A intenção seria usar esses recursos para ressarcir os danos provocados pelo ex-banqueiro a investidores e ao mercado financeiro.
Para apoiadores de Flávio, ele precisa assumir o discurso de quem pode solucionar parte do problema criado pelo Master para reduzir os efeitos negativos gerados pela aparente proximidade dele com Vorcaro.
“Assim que o filme começar a dar resultado, o valor que foi aplicado no filme em função do investimento, por intermédio da empresa indicada por Vorcaro, ele vai ser destacado para que fique à disposição das autoridades brasileiras para fazer o que está dentro da lei”, disse Flávio Bolsonaro a jornalistas.
Como parte do discurso, o senador também debateu com seus aliados a elaboração de uma lista com nome de empresas e projetos que também foram patrocinados ou receberam investimentos de Vorcaro.
O conteúdo servirá para reforçar o argumento de que outras pessoas também confiaram no banqueiro antes de o Master ser liquidado.
O financiamento de "Dark Horse" está no centro da crise que envolve a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. O site Intercept Brasil revelou na última quarta-feira (13) que Daniel Vorcaro negociou com Flávio um financiamento de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões à época) para a obra. Ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente pagos entre fevereiro e maio de 2025, segundo o Intercept.
Segundo o presidenciável, o encontro ocorreu dias após Vorcaro deixar a prisão, em novembro do ano passado. Na época, ele foi solto por decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O banqueiro foi preso novamente em março de 2026, por suspeita de obstrução e ações violentas contra adversários, em uma nova fase da Operação Compliance Zero.


















































