Elmar diz que “louva” Alcolumbre por não votar fim de 6/1
Ao SBT News, deputado diz que presidente do Congresso conta com apoio de parlamentares para não votar PEC antes das eleições

Elmar Nascimento deve negociar pontos da PEC diretamente com líderes das bancadas | Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
O deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA), segundo vice-presidente da Câmara, defendeu a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de adiar a votação da PEC que prevê o fim da escala 6x1.
Em entrevista ao Sala de Imprensa, Elmar classificou como “coragem cívica” o posicionamento de Alcolumbre.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
“Louvo a coragem cívica dele de, apesar de toda a pressão do governo e de quem quer que seja, dizer que não é o momento para votar. É preciso esperar a eleição e definir o que é melhor para o Brasil”, afirmou.
“Teria que haver uma transição. Não pode ser da noite para o dia. Quem vai votar contra e ficar com o rosto exposto em um ano eleitoral?”, questionou.
A proposta foi aprovada pela Câmara e agora depende da análise do Senado. Segundo Elmar, uma medida com forte apelo popular e impacto fiscal não deveria ser votada em um ano eleitoral sem que houvesse uma discussão sobre a transição e os benefícios sociais envolvidos.
Na entrevista, Elmar, que foi relator do projeto de lei sobre emendas parlamentares no Congresso, criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema.
Ele defende que pessoas sem mandato, como dirigentes partidários e políticos não eleitos, mas com votação expressiva, também sejam ouvidas no processo de indicação das emendas.
“As vagas que o partido tem são construídas pelos votos da totalidade dos candidatos, além dos votos de legenda. Então, eu sou líder do partido e não posso atender ao pleito de um parlamentar que perdeu a eleição, mas foi bem votado?”, argumentou.
O deputado também questionou a decisão de impedir que presidentes nacionais de partidos indiquem recursos para municípios administrados por prefeitos de suas legendas.
“Se é assim que é feito, por que o presidente nacional de um partido não pode pedir a determinado deputado que destine recursos a um município governado por um prefeito de seu partido, já que ele tem a responsabilidade de governar o conjunto da legenda?”, defendeu.
Em 2025, familiares de Elmar Nascimento foram alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos. O deputado minimizou o trabalho da corporação e afirmou que cabe à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se dará prosseguimento ao caso.
“A gente tem que colocar a bola no devido lugar. Cada um no seu quadrado. A PF pode fazer a conclusão que quiser, mas, se o procurador-geral da República entender que não há indícios de autoria, materialidade ou crime, ele não denuncia. E aí, adiantou fazer tudo o que foi feito? Só desmoralizou o cidadão?”, questionou.

























