Após reclamação de Janja, governo cobra medidas do Discord
Primeira-dama pediu a proibição do serviço no Brasil após uma adolescente de 13 anos tirar a própria vida durante uma transmissão na plataforma
SBT News
Estande do Discord na PAX West 2018, no Centro de Convenções do Estado de Washington, em Seattle, Washington | Foto: Wikimedia Commons - 31.08.2026
Representantes do Discord se reuniram nesta sexta-feira (7) com integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília, para discutir falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção de crianças e adolescentes na plataforma. O encontro ocorreu um dia depois de a primeira-dama, Janja da Silva, pedir o bloqueio do serviço no Brasil.
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O apelo de Janja foi feito após uma adolescente de 13 anos tirar a própria vida durante uma transmissão no Discord. Segundo o Ministério da Justiça, a vítima, natural de Navaraí (MS), foi coagida por um grupo extremista a se automutilar e se enforcar, enquanto participava de uma chamada de vídeo que durou mais de 40 minutos e estava acessível para mais de 200 usuários.
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As falhas discutidas na reunião foram identificadas em um relatório da Secretaria Nacional de Direitos Digitais, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o documento, os mecanismos adotados pelo Discord podem ser insuficientes para impedir que menores de idade acessem conteúdos inadequados ou sejam expostos a situações de risco na plataforma.
Durante a reunião, a AGU cobrou da empresa medidas concretas para reforçar a proteção desse público. Entre as providências estão a melhoria da verificação de idade, a prevenção de riscos e a identificação de situações de vulnerabilidade envolvendo usuários menores de 18 anos.
Representantes da Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e do Ministério da Justiça também participaram do encontro. A AGU afirmou que a proteção de crianças e adolescentes é uma obrigação legal das plataformas e não pode se limitar à adoção de medidas consideradas apenas formais.
As exigências estão previstas, entre outras normas, no chamado ECA Digital, sancionado em 2025. A legislação estabelece regras específicas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e prevê um dever de cuidado reforçado por parte das empresas.
Segundo a AGU, representantes do Discord demonstraram disposição para assumir compromissos relacionados à proteção de crianças e adolescentes, mulheres e outros grupos considerados vulneráveis. A empresa deverá apresentar, em prazo definido entre as partes, uma proposta com medidas para corrigir as falhas identificadas.
Depois de analisar o plano apresentado pelo Discord, a AGU poderá negociar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a plataforma. O acordo poderá estabelecer obrigações e prazos para que a empresa se adeque às exigências da legislação brasileira.
A tentativa de chegar a uma solução consensual, no entanto, não impede que o governo recorra à Justiça. Caso considere insuficientes as medidas adotadas pelo Discord, a AGU poderá entrar com uma Ação Civil Pública para exigir mudanças na plataforma.
Após reclamação de Janja, governo cobra medidas do DiscordPrimeira-dama pediu a proibição do serviço no Brasil após uma adolescente de 13 anos tirar a própria vida durante uma transmissão na plataformaTecnologia2026-08-07T22:57:48.276ZRepresentantes do Discord se reuniram nesta sexta-feira (7) com integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília, para discutir falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção de crianças e adolescentes na plataforma. O encontro ocorreu um dia depois de . O apelo de Janja foi feito após uma adolescente de 13 anos tirar a própria vida durante uma transmissão no Discord. Segundo o Ministério da Justiça, a vítima, natural de Navaraí (MS), foi coagida por um grupo extremista a se automutilar e se enforcar, enquanto participava de uma chamada de vídeo que durou mais de 40 minutos e estava acessível para mais de 200 usuários. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. As falhas discutidas na reunião foram identificadas em um relatório da Secretaria Nacional de Direitos Digitais, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o documento, os mecanismos adotados pelo Discord podem ser insuficientes para impedir que menores de idade acessem conteúdos inadequados ou sejam expostos a situações de risco na plataforma. Durante a reunião, a AGU cobrou da empresa medidas concretas para reforçar a proteção desse público. Entre as providências estão a melhoria da verificação de idade, a prevenção de riscos e a identificação de situações de vulnerabilidade envolvendo usuários menores de 18 anos. Representantes da Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e do Ministério da Justiça também participaram do encontro. A AGU afirmou que a proteção de crianças e adolescentes é uma obrigação legal das plataformas e não pode se limitar à adoção de medidas consideradas apenas formais. As exigências estão previstas, entre outras normas, no chamado , sancionado em 2025. A legislação estabelece regras específicas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e prevê um dever de cuidado reforçado por parte das empresas. Segundo a AGU, representantes do Discord demonstraram disposição para assumir compromissos relacionados à proteção de crianças e adolescentes, mulheres e outros grupos considerados vulneráveis. A empresa deverá apresentar, em prazo definido entre as partes, uma proposta com medidas para corrigir as falhas identificadas. Depois de analisar o plano apresentado pelo Discord, a AGU poderá negociar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a plataforma. O acordo poderá estabelecer obrigações e prazos para que a empresa se adeque às exigências da legislação brasileira. A tentativa de chegar a uma solução consensual, no entanto, não impede que o governo recorra à Justiça. Caso considere insuficientes as medidas adotadas pelo Discord, a AGU poderá entrar com uma Ação Civil Pública para exigir mudanças na plataforma. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/tecnologia/apos-reclamacao-de-janja-governo-cobra-medidas-do-discord
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